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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Kopelipa e Manuel Vicente voltam à lupa de Rafael Marques



O jornalista e activista civico, Rafael Marques (na foto) , revelou esta quinta-feira, 5, no s eu site Maka Angola, um interessante artigo onde revela mais um dos negócios em que estão envolvidos o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Manuel Vicente; o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, General Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”; e seu principal consultor, o General Leopoldino Fragoso do Nascimento.
No texto intitulado “Kero: O Supermercado de Manuel Vicente”, o autor denúncia que o Banco Privado Atlântico (BPA) incorre na violação da Lei das Instituições Financeiras, especificamente sobre conflito de interesses, pois esta proíbe (Art. 66º, 1, 3, 7) a concessão de crédito a membros da administração ou a sociedades por eles dominados e “às pessoas que nelas, directa ou indirectamente, detenham participações qualificadas.”



Eis o texto na integra:
O Hipermercado Kero, considerado o maior de Angola, bem pode ser considerado como o modelo de investimento privado para a melhoria da oferta e da qualidade de bens de consumo aos cidadãos.
A funcionar há cerca de um ano no Bairro Nova Vida, em Luanda, o Hipermercado Kero também é um modelo na eliminação das fronteiras entre o público e o privado, por parte dos principais dirigentes angolanos que são, ao mesmo tempo, os principais empresários privados nacionais.
Em entrevista ao Semanário O País, o director-geral do Kero, o brasileiro João Santos, revelou o montante investido por um grupo de empresários angolanos em consórcio com o Banco Privado Atlântico: “Os US$35 milhões assentam num misto de capitais próprios e nos recursos libertos em resultado da parceria com o Atlântico”. O hipermercado tem uma área de 7,500 metros quadrados de espaço de superfície e uma área total de 11,000 metros quadrados e já abriu uma segunda loja no Condomínio Cajú, em Talatona.
Recentemente, a 10 de Dezembro, a ministra do Comércio, Idalina Valente, inaugurou o terceiro empreendimento do Kero, na nova Centralidade do Kilamba. O referido projecto habitacional é o maior do país e esteve a cargo do Gabinete de Reconstrução Nacional, sob comando do General Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa”. Actualmente o projecto é gerido pela Sonangol, dirigida por Manuel Vicente.
Apesar de toda a publicidade que a abertura deste grande empreendimento gerou ao nível da comunicação social e dos outdoors espalhados por várias artérias de cidade de Luanda, há apenas uma breve referência à empresa Zahara como proprietária do projecto.
Uma breve investigação realizada por Maka Angola revela que a Zahara é uma das muitas empresas pertencentes ao império do Grupo Aquattro International S.A. que controla 99,96% do seu capital.
Este grupo, que nos últimos três anos se tornou no maior polvo da economia política nacional, é propriedade exclusiva de três indivíduos: o Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Manuel Vicente; o ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, General Manuel Hélder Vieira Dias “Kopelipa”; e seu principal consultor, o General Leopoldino Fragoso do Nascimento.
Com quotas iguais, estes três sócios do Grupo Aquattro International S.A. detêm cada um 33,3% do capital social. Ao Coronel João Manuel Inglês, alto funcionário da Casa Militar, e o seu irmão Domingos Manuel Inglês, assistente privado dos negócios do General Kopelipa, cabem a representação simbólica de 0,5% das quotas do grupo.
A empresa foi criada, em representação dos três sócios, por Ismênio Coelho Macedo, um cidadão português que é, por sua vez, administrador do Atlântico, o mesmo banco que financiou o Kero.
Este banco incorre na violação da Lei das Instituições Financeiras, especificamente sobre conflito de interesses, pois esta proíbe (Art. 66º, 1, 3, 7) a concessão de crédito a membros da administração ou a sociedades por eles dominados e “às pessoas que nelas, directa ou indirectamente, detenham participações qualificadas.”
A Sonangol E.P. detém participação qualificada no Atlântico, de 7,5 porcento, e é representada no banco por um administrador não-executivo indicado pela Sonangol, Baptista Sumbe, que é subordinado de Manuel Vicente. Enquanto servidor público, Manuel Vicente tem obrigações, a tempo integral, de representar os interesses do Estado, através da Sonangol. Por isso, não deve engajar-se em negócios particulares de monta com o banco, para enriquecimento pessoal, porque este funciona, em parte, com capitais da Sonangol.
Por outro lado, o estabelecimento do Kero, no Condomínio Cajú, expõe Manuel Vicente a mais um acto de improbidade. O condomínio é um projecto multimilionário financiado e tutelado pela Sonangol, para acomodação dos seus trabalhadores, da família presidencial e nomenklatura do MPLA.
A Lei da Probidade Pública estabelece, como crime de enriquecimento ilícito (Art. 25º, 1º, k, j), a integração ilícita no património pessoal de património de entidade pública. A obtenção do espaço no Condomínio Cajú, pago com fundos do Estado, para a instalação do supermercado de Manuel Vicente configura, pois, acto de açambarcamento de património público a seu favor. As chamadas ao Gabinete de Comunicação e Imagem da Sonangol, para esclarecimentos sobre o assunto não mereceram resposta.
Por sua vez, o General Kopelipa também deve explicações aos órgãos de justiça sobre como o Kero adquiriu o espaço onde construiu o maior hipermercado de Angola. Este espaço faz parte do terreno que esteve sob tutela da Casa Militar, para a construção inicial de um bairro destinado a militares. O General também incorre no mesmo crime de integração ilícita de património público no rol dos seus negócios privados.
Tanto o General Kopelipa como Manuel Vicente respondem também pelo trespasse ilegal de propriedade pública, na Centralidade do Kilamba, na qual são, sucessivamente, os principais responsáveis pela tomada de decisões sobre o o referido projecto habitacional. O trio composto por Manuel Vicente, Generais Kopelipa e Dino é também proprietário da empresa privada Delta Imobiliária, com quem o estado contratou para a venda das habitações sociais a preços milionários.
Todavia, por ora, Manuel Vicente e os generais gozam de impunidade perante a lei, pois beneficiam do apadrinhamento do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que estimula e protege, por acção e omissão, os actos de corrupção dos seus servidores preferidos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O fim de um cíclo




Almir Agria regressa à Rádio Luanda

O radialista Almir Agria regressou no dia 17 de Janeiro à Rádio Luanda depois de ter sido supostamente suspenso por ter aparecido em companhia de um amigo, identificado apenas por Recardo, num vídeo porno divulgado pela internet.
Para alegria dos ouvintes que adora ouvi-lo dizer “melhor do que o programa…, só agua de coco no deserto”, não se canção de enviar-lhes mensagem de felicitação pelo facebook. Ele está a apresentar os programas Tarde Viva, e Onda de Alegria.
“Luanda boa tarde, meus kambas do peito já estou no ar e hoje prometo agitar ainda mais a tarde de Quinta-feira”, disse o mesmo numa mensagem publicada na sua página no passado dia 19.
Um dia antes ela havia se questionado nesta mesma página que “Engraçado, a vida da muitas voltas. O meu cell (telemóvel) não para de tocar nos últimos dias, foi só ouvirem a minha voz na rádio de novo que todos estão a voltar, porque será que isso está a acontecer?”
Os ouvintes da Kianda sentiram a tua falta. O Tribuna da Kianda deseja-lhe toda sorte do mundo e aproveita felicitar-lhe pela forma como tem conduzido o programa.
Para ouvi-lo, basta clicares: http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Ftunein.com%2Fradio%2FRadio-Luanda-RNA-999-s6230%2F&h=TAQEUVGqQAQFCBt3p5BBxDtUWhN4Bf_OJT1g1_-bY5RjnwQ

Carbono Casimiro em perigo

O jovem Carbono Casimiro, um dos mentores das várias manifestações realizadas o ano passado em protesto aos 32 anos do Presidente José Eduardo dos Santos no poder, foi procurado por dois elementos estranhos a porta de sua casa por razões ainda por se compreender.
Ele denunciou o facto por intermédio de um texto intitulado “S.O.S Mundo: Carbono Casimiro perseguido por dois feios “eduarlistas” publicado na sua página do facebook.
Para facilitar a localização dos supostos mal feitores caso lhe acontece alguma coisa de anormal, Casimiro publicou também algumas fotografias com os rostos dos mesmo e do automóvel de marca Toyota 4Runner, com a chapa de matrícula LD-83-81-CA, em que faziam se transportar.
"Dois indivíduos desconhecidos abordaram um rapaz em frente ao meu portão perguntando-lhe se conhecia o Carbono. O rapaz, inocente, respondeu que sim e de seguida chamou-me, pois eu não me encontrava muito distante do portão que dá para rua, fui ter com as pessoas que procuravam saber de mim, deparo-me com os dois senhores, tendo um deles apresentando-se como Correia” ”, lê-se no texto.
Segundo conta, os indivíduos começaram com uma conversa bastante estranha que deu-lhe logo a entender que não vinham com boas intenções. Usaram o pretexto de querer saber sobre um panfleto qualquer que anunciava emprego, algo meio confuso.
“Decidi despachá-los. Eles, meio envergonhados, foram para uma direcção que não era bem a deles e fingiam estar a procura de alguma informação. De seguida entrei em casa, peguei a câmara e furtivamente comecei a fotografá-los. Eles por sua vez, subiram no carro Toyota 4Runner de matricula LD-83-81-CA e não satisfeitos, davam voltas na rua atrás de mais informações, até que ganharam coragem e começaram a fotografar a entrada da minha casa. O seu real objectivo com essa incursão, ficou por perceber. Partilho isto convosco, pois, no caso de algo me acontecer (batam na madeira), já terão um ponto de partida para as investigações", relatou Carbono Casimiro.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Unidades militares transformadas em salões de festas

As unidades militares do Quartel-General das Forças Armadas Angolana, Base Aérea n.º 1 e parte das Oficinas Gerais de Reparações (OGR) do Exército (afecto a Casa Militar da Presidência da República) foram transformadas em salões de festas e estabelecimentos comerciais.
Entre as três instituições militares, a Oficina de Reparações, localizada na rua Ngola Mbandi, destaca-se das demais unidades por ser a única que conta com salão de festa denominado ‘Club da OGR’ e por ceder terrenos àempresa privada Yideli.
A Yideli tem dois estabelecimentos instaladas na parte frontal da OGR.
A primeira tem um reclame publicitário com fundo azul e letras brancas anunciando serviços de decoração e construção de imóveis.
A segunda, localizada num dos imóveis anexo ao salão de festas, dedica-se à produção de janelas, portas e paredes de alumínios.
Os preços praticados no salão de festa variam em função dos serviços desejados pelos clientes. O simples arrendamento do recinto, com capacidade para 250 convivas, custa dois mil e 700 dólares. Inclui ainda o parque de estacionamento, energia alternativa e seguranças (no caso militares).
Se os clientes preferirem a decoração feita pela ‘casa’, têm de acrescentar mais 15 dólares por pessoa. O bufet com bebida custa 120 dólares por pessoa e sem bebida, 90 dólares.
Caso sejam requisitados os três serviços que o Club oferece, nomeadamente o aluguer do espaço, a decoração e o bufet, o preço fica estipulado em 140 dólares por cada convidado. Este valor pode ser acrescido ainda se em vez das tradicionais cadeiras brancas forem solicitadas outras, mais luxuosas. Para isso, serão mais 20 dólares norteamericanos por cada lugar requerido.
O PAÍS apurou que o dinheiro arrecadado da prestação destes serviços é depositado numa conta domiciliada no Banco de Fomento
Angola, cuja titular se chama Madalena Bernardo Carlos.
Os gestores dos salões criados na Base Aérea e no Quartel-General das Forças Armadas preferem dinheiro à vista, contrariamente ao depósito admitido na Oficina Geral de Reparações. Apesar desta exigência, a procura é tão elevada que já não existem vagas para este ano nas duas instituições castrenses.
A equipa de reportagem do Tribuna da Kianda constatou que os espaços arrendados funcionam nos dias normais da semana como refeitórios para os militares.
“Já temos todas as sexta-feiras e sábados deste ano preenchidos. As pessoas não só marcaram o lugar como também pagaram 50 por cento do valor do salão”, explicou um dos funcionários que não avançou mais informações porque a secretária, identificada apenas como Esperança, não se encontrava presente.
O nosso interlocutor, que ostenta a patente de sargento, disse que para evitar quaisquer constrangimentos, os inquilinos são orientados a entregar a lista de convidados com três dias de antecedência. Quem assim não proceder acaba também por dificultar o trabalho dos seguranças e corre o risco de ter alguns convidados impedidos de entrarem.
Questionado se nunca registaram nenhuma anomalia devido ao “método rígido” com que fiscalizam à entrada e asseguram os momentos de convívio, o sargento salientou que estão preparados para agirem em todas as circunstâncias.
Por sua vez, Madalena Gomes, 28 anos, contou a este jornal que uma das suas irmãs celebrou, há cerca de três meses, o seu enlace matrimonial no salão dos sargentos da Base Aérea número 1, da Força Aérea Nacional (FAN), na Avenida 21 de Janeiro.
Para conseguirem o espaço, segundo a jovem, tiveram o apoio de um familiar que é oficial superior da FAN e desembolsaram dois mil e 200 dólares.
O arrendamento da sala de oficiais custa dois mil e 500 dólares. A unidade garante apenas o recinto, energia alternativa, parque de estacionamento,
mesas, cadeiras e seguranças.

Festa na unidade: Três dias de cadeia por indisciplina

Dois cidadãos ficaram detidos numa das celas do QuartelGeneral das FAA, na Avenida Ngola Mbandi, por terem tentado resolver um pequeno lítigio pela via da força no interior daquele estabelecimento, no princípio deste mês, durante uma festa que ali decorria.
A confusão ocorreu no mesmo dia em que se comemorava uma festa de noivado no recinto.
Segundo Madalena Gomes, jovens foram detidos por terem violado o regulamento da corporação. Mas foram soltos sem muita burocracia.
A direcção do estabelecimento exige aos seus clientes que especifiquem a modalidade de acesso ao local da festa, para melhor controlar os convidados e excluir os indesejados, quer seja por meio de convite ou de uma relação nominal.
Neste caso, a lista deve ser entregue informatizada e com a assinatura de um dos noivos, no mínimo com três semanas de antecedência.
As regras da casa estabelecem ainda que todas as pessoas que trabalharem para a festa devem receber convites ou ter o nome na lista, sob pena de não entrarem se acontecer o contrário.
“Um dos exemplos que posso dar neste aspecto é o meu. Devido à atrapalhação, esqueci-me de dar convite ao fotógrafo e ele foi impedido de entrar mesmo estando com o equipamento de trabalho, o que provava que era a pessoas que estavamos à espera”, desabafou.
O profissional de imagem só foi autorizado a entrar depois de o noivo ter suplicado aos seguranças, temendo que ficassem sem registo daquele momento tão marcante para a vida do casal.
O Quartel-General das Forças Armadas Angola também está na lista das unidades militares que têm os seus três refeitórios, denominados de Clubes dos Oficias, dos Sargentos e de Praças, a arrendar para os mais variados tipos de festas.
De acordo com as fontes do Tribuna da Kianda, o preço dos salões varia em função de quem os solicitar. O valor estipulado pelo recinto exclusívo para os oficiais varia de 2500 a 4500 dólares. O dos sargentos e praças está entre 1200 e 1400 dólares, enquanto o primeiro está cifrado de 1500 a 2500 dólares.
Os salões desta unidade militar são reservados apenas aos seus efectivos e parentes mais próximos.
Caso o interessado não seja militar, deve solicitar a um dos seus parentes ligado à referida unidade que envie uma solicitação por escrito à direcção da mesma, descrevendo a patente, o cargo, número do passe e o objectivo do arrendamento do espaço. A resposta é dada no prazo de 15 dias.
Apesar de o montante cobrado pelo Club dos Oficiais não incluir a disponibilização de mesas e cadeiras, este é o mais concorrido devido ao luxo e requinte que apresenta.
“As pessoas que querem festejar naquele espaço devem solicitá-lo com dois ou três meses de antecedência. Comigo aconteceu desse jeito e só tive êxito porque tive a ajuda de uma das minhas tias que trabalha lá”, contou uma jovem que contraiu matrimónio há três semanas.
“Paguei três mil dólares só pelo salão e tivemos que alugar as mesas e cadeiras noutro sítio.
Eles disseram que não tinham estes meios disponíveis. Mas valeu apenas porque a beleza do recinto compensa o gasto feito”, adiantou.
Para se ter um maior controlo das pessoas que entram e saem, a direcção do Quartel-General mantém apenas um dos portões principais aberto para que as pessoas tenham acesso ao salão de festa.
Instituições como o BIC e BPC também instalaram agências em algumas unidades militares.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O sonho do MCK é o nosso

Ponto Prévio: transcrevemos aqui o “sonho do MCK” por representar o de milhões de jovens angolanos que não são presos de consciência e se encontram engajados na luta para tornar Angola um país melhor para todos os seus filhos. Onde não haja classificação de uns como enteados, por militarem neste ou naquele partido, e outros de filhos amados por serem fieis seguidores de quem nos governa.
Apesar de estarem a ser assassinados lentamente nos bairros onde habitam. Ali, onde o seu representante legítimo (Deputado) se recusa a se deslocar para auscultar os seus problemas, para manter sempre limpo o BMW adquirido com “o nosso dinheiro”.
Questionado pelo Novo Jornal, numa interessante entrevista sobre o seu sonho, MCK respondeu que “os Kotas que sonharam com a Independência de Angola em 1974, hoje vivem um enorme pesadelo. A minha geração já não quer sonhar, porque para sonhar é necessário antes dormir (risos). A minha geração quer exigir acordada a construção de um País onde todos podem se orgulhar de ser angolanos.
(…) Aos fãs digo: não votar embriagados em Setembro, leiam com atenção o projecto de cada Partido Político e votos de um bom início de ano para todos"
.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Desmaios regressam à igreja


23 Adolescentes que frequentam à igreja Metodista Episcopal Africana de Sião desmaiaram durante uma celebração litúrgica realizada na manhã de Domingo, 15, por volta das 11horas, no templo da Caridade, localizado na Samba.
Foram transportadas para o Hospital do Prenda, onde, depois de serem medicadas pelos técnicos de saúde de serviço, 19 receberam alta no final do dia e as outras quatros permaneceram sob vigilância porque o seu quadro inspirava cuidados especiais.
Benjamim Teixeira, um dos responsáveis pelas crianças daquela comunidade religiosa, revelou ao Tribuna da Kianda que as 23 crianças estavam para receber alta no mesmo momento, mas os especialistas acharam por bem deixar as quatro sob os seus cuidados porque estavam a convulsionar.
Para a surpresa da equipa médica, as meninas receberam alta, mas uma delas voltou desmaiada àquela unidade hospitalar, de noite, nos braços dos seus progenitores. Os pais de outras duas crianças fizeram o mesmo na manhã de Segunda-feira, 16, alegando que tinha acontecido a mesma coisa com as suas filhas.
Segundo Benjamim Teixeira, a primeira criança a perder os sentidos encontrava-se a louvar a existência de Deus no pátio da igreja em companhia de outras crentes de outras idades. Ao vê-la deitada no chão, as pessoas que estavam à sua volta não hesitaram em pedir o auxílio a um dos integrantes da comissão de saúde da referida comunidade paroquial, que se encontrava no grupo coral, a cerca de 50 metros de distância, sem despertar a atenção da maioria dos presentes.
Após ter medicado a primeira paciente e informado aos demais crentes que ela estava a reagir positivamente, o presumível enfermeiro tomou conhecimentos que estavam mais quatro desfalecidas no interior do templo.
Benjamim Teixeira contou que foi a partir daquele instante que começaram a seguir-se os outros desmaios e ficaram sem entender inicialmente o que se estava a passar.
“Atendendo a dimensão que aquilo tomou, a responsável pela liturgia teve que apelar aos irmãos que tinham carros que fossem acudir a situação”, frisou o jovem, acrescentando que “ao ouvir o aviso ficamos todos aflitos, a querer identificar quem eram as crianças que estavam naquela situação e procuramos transportar o maior número possível para o Hospital do Prenda”.
Contaram ainda com a pronta intervenção dos Serviços de Emergência Médica (SIEM), que respondeu ao pedido de socorro que lhes foi formulado, disponibilizando algumas ambulâncias.
Questionado se sentiu algum cheiro no local onde elas perderam os sentidos, o nosso interlocutor assegurou que não existia nada de anormal naquele dia e a situação aparentava estar tranquila.
O jovem manifestou que acredita piamente que os desmaios não terão sido provocados por alguma substância química ou por meio da sua inalação, porque começou no pátio e alastrou-se para algumas salas que se encontram no interior do templo.
“Ficamos admirados e descartamos esta possibilidade porque o primeiro caso ocorreu num local bastante vasto (pátio) e com muita gente à volta, ao passo que os demais ocorreram nas salas que estão no primeiro andar da igreja”, justificou.
Benjamim Teixeira descartou também a possibilidade dos desmaios terem sido provocados pelo excesso de crentes no local do culto, porque havia pouca gente na sala e as crianças estavam em salas separadas em função das idades e ainda havia salas vazias.
As sete crianças que se encontravam no Hospital receberam alta esta Quarta-feira, mas cerca de 45 minutos depois de terem deixado as instalações uma delas regressou desmaiada.
Os mais altos responsáveis da Igreja da Caridade ainda não sabem o que concretamente originou tal situação, porque tanto os peritos da Direcção Provincial do Investigação Criminal (DPIC), como os do Ministério da Saúde e dos Serviços da Protecção Civil e Bombeiros que estiveram lá não encontraram nenhum indício.

Adaptar para melhor servir
Atendendo a falta de camas no Hospital do Prenda e para não misturar as pacientes com os demais, a equipa médica transformou parte da sala de espera da recepção em quarto e disponibilizou um médico de nacionalidade cubana para acompanhá-las.
A nossa equipa de reportagem encontrou o especialista a acompanhar fixamente os movimentos dos doentes numa distância de mais de dez metros. Das três que já haviam recebido alta, uma brincava num dos cadeirões como se estivesse em casa, enquanto as outras permaneciam deitadas nos leitos.
Segundo apuramos, entre as pacientes havia algumas que não tinham medo de abandonar o hospital.
Deitada num dos leitos improvisados e coberta com um lençol branco, estava a pequena Sara, 15 anos, que frequenta aquela igreja há apenas dez meses. Contou que perdeu os sentidos depois de ter sentido um cheiro esquisito enquanto louvava ao Senhor.
“Só me recordo de ter acordado já aqui no hospital a apanhar um balão de soro”, disse a rapariga, que havia recebido alta no mesmo dia em que foi assistida pela primeira vez.
Depois das escolas da capital, no ano passado, os desmaios atingiram confissões religiosas. Na Igreja de São Pedro, em Cacuaco, quatro jovens desfaleceram em plena missa, ao passo que durante as comemorações do 118º aniversário da Igreja Evangélica em Angola (IEA), em Cabinda, outros 18 crentes também tiveram o mesmo problema e foram imediatamente transferidos para uma unidade hospitalar.
O primeiro caso ocorreu em Luanda e alastrou-se a outras províncias, nomeadamente Cabinda, Cunene, Huíla, Malange e Namibe.
Informações não oficiais apontavam para cerca de 800 vítimas, maioritariamente crianças do sexo feminino com idades compreendidas entre os 14 e 17 anos de idade. Mas o grupo de lesadas, alegadamente por substâncias tóxicas, incluiu também professoras e alguns encarregados de educação.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Chineses querem "retificar os erros" do Hospital Geral

O Jornal O Páis divulgou esta semana a notícia, segundo a qual, o governo chines vai construir uma nova unidade hospitalar em 30 meses com uma lotação de mais de 200 leitos (100 a mais), no mesmo local onde está o hOspital Geral de Luanda.
O edifício que albergava o Hospital Geral de Luanda (HGL), no município do Kilamba Kiaxi, será demolido nos próximos dias, depois de na semana passada terem começado os trabalhos de retirada dos equipamentos, janelas, portas e aparelhos de ar condicionados.
De acordo com O JORNAL, a directora provincial da Saúde de Luanda, Isabel Massocolo, antiga directora da referida unidade hospitalar, disse que depois do derrube da actual estrutura será erguida uma outra no mesmo local por uma outra empresa chinesa.
Inaugurada em 2006, depois de 15 meses de construção pela construtora chinesa Sociedade de Engenharia do Ultramar (COVEC), a nova estrutura também estará a cargo de uma firma chinesa, apesar das suspeitas em relação a qualidade da própria obra lançadas após o encerramento em Julho de 2010, quatro nos anos depois da sua abertura.
Com dois pisos, o Hospital Geral de Luanda tinha serviços de consultas externas e de especialidades, entre as quais otorrinolaringologia, dermatologia, pediatria, neurologia, oftamologia e fisioterapia.
Comportava ainda uma administração, refeitório, centro maternoinfantil, maternidade, três blocos operatórios, raio X, parque de estacionamento para viaturas, morgue, lavabos, cozinha e uma lavandaria.
Com o aumento das fissuras no edifício, os doentes foram transferidos para outras unidades hospitalares da capital, até que os responsáveis do Governo de Luanda decidiram fechar as instalações.
Aumento das dimensões
Ao contrário das dimensões apresentadas pela infra-estrutura em vias de ser derrubada, que tinha uma capacidade de internamento de 100 camas, o novo Hospital Geral de Luanda vai ser construído em 30 meses com uma lotação de mais de 200 leitos, de acordo com informações avançadas pela directora de saúde na capital do país.
“A partir de 24 de Dezembro de 2011 nós tivemos o cuidado de abrir as portas do banco de urgências do Hospital Geral de Luanda. Ao mesmo tempo, também no dia 30 de Dezembro, começou a reabilitação, construção e ampliação do referido hospital”, explicou Isabel Massocolo, revelando que “hoje (quarta-feira, 10 de Novembro) que vos falo, assinamos já o protocolo entre os governos angolano e o chinês para termos tudo escrito em relação ao Hospital Geral da Luanda”.

Pescadores desaparecidos podem estar mortos

Existem poucas possibilidades de os oito pescadoresdesaparecidos no alto mar com a embarcação de pesca artesanal da cooperativa Família Chimina, com a chapa de matrícula LD-4012, há mais de três meses, estarem vivos.
A informação foi avançada a O PAÍS, Quarta-feira, 11, pela coordenadora da cooperativa, Francisca Chimina.
Os peritos da Capitania do Porto de Luanda e das suas congéneres da República do Gabão e do Congo Brazaville realizaram inicialmente várias buscas na tentativa de encontrarem a embarcação de pesca artesanal de cor branca e licenciada com o número 754.
Atendendo ao fracasso das operações de resgate dos oito tripulantes que contratados dias antes de se “perderem” no alto mar, as operações foram canceladas temporariamente por alegada falta de apoio da parte do Estado angolano.
Por sua conta e risco, o esposo de Francisca Chimina e uma equipa de especialistas deslocaram-se em Dezembro último aos países acima mencionados, para apurar as informações segundo as quais os pescadores terão sido arrastados para aquela zona.
Quem também se juntou a esta causa nos primeiros dias após o desaparecimento dos pescadores foi a Casa Militar da Presidência da República, que cedeu uma das suas embarcações para reforçar as buscas. O barco onde estão os pescadores é pertença da cooperativa há dois anos e foi confiada aos oito que partiram da Ilha de Luanda no dia 2 de Outubro último, com cerca de mil litros de combustível e 200 litros de água.
Previam pescar durante oito dias.
Os homens saíram para pescar em direcção à zona Sul do país e, até agora, não voltaram à terra. A única certeza é que os telemóveis e os rádios de comunicação encontram-se desligados.
Inconformados com a situação, os familiares dos pescadores desaparecidos contactam sempre que possível, por telefone, a coordenadora da cooperativa para se inteirarem do andamento das operações de busca e traçarem uma estratégia.
Teresa Magalhães, mãe do pescador Rui António Corais, de 31 anos, explicou a O PAÍS, recentemente, que o que mais lhe aflige é o facto de saber que todas as embarcações de pequeno e grande porte que circularam por estes dias pela costa marítima angolana não se depararam com nenhum rasto do barco desaparecido.
“O meu filho exerce esta actividade há dois anos e nunca permaneceu tanto tempo longe da sua família.
Houve situações em que ficou uma ou duas semanas no alto mar e depois regressou são e salvo”, contou.
Os tripulantes da embarcação desaparecida pescavam na zona costeira do município de Cacuaco e, devido à falta de emprego na área, decidiram migrar para a Ilha de Luanda, onde, depois de serem admitidos para trabalhar na cooperativa, desapareceram naquela que seria a primeira viagem do grupo.
A ausência de Rui Corais tem levado a sua esposa e a sua mãe a enfrentarem inúmeras dificuldades no sustento dos seus cinco filhos. A mãe do desaparecido contou que os escassos recursos que ela e a sua nora conseguem arrecadar com a venda de produtos agrícolas não têm sido suficientes para as despesas da casa.
“A minha idade já não me permite realizar trabalhos esforçados e por isso eu dependia simplesmente da ajuda dele para continuar a viver.
Agora não sei como é que vou fazer, porque o dinheiro do meu negócio não chega para nada”, desabafou.
A esperança manifestada pelo irmão do comandante do barco, Avelino Cajengo, de 54 anos, a O PAÍS, em Dezembro último, era por se tratar de uma embarcação de pequeno porte, o que provavelmente teria feito com que eles fossem simplesmente arrastados pelas correntezas do Rio Zaire para o Congo Brazaville ou Gabão. Mas essa hipotese também caíu por terra.
“Pelas informações que recebi de um outro pescador, tudo indica que o meu irmão terá ido pescar a mais de 250 ou 300 milhas, isto é, na zona Norte de Cabinda, que é considerada como uma das mais perigosas devido às correntezas do Rio Zaire”, explicou Gabriel Cayovo, acrescentando que “o meu irmão exerce esta actividade há mais de 20 anos e sempre gostou de pescar nas distâncias acima mencionadas”.
Gabriel Cayovo alimentava a esperança de os navegantes encontrarem-se com vida, pelo facto de tanto as embarcações que saíram à procura deles como os navios de arrasto que circularam pela nossa zona não se depararam com nenhum indício de naufrágio.
Os seis filhos de Avelino Cajengo aguardam impacientemente pelo seu regresso.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Executivo investe cerca de 50 milhões de USD para cuidarem da sua imagem



O Executivo investiu perto de 50 milhões de dólares na operacionalização do Grupo de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional da Administração (GRECIA), cujo objectivo é o de cuidar da imagem do governo e dos seus membros. Segundo o site Maka Angola.
O GRECIA, que emprega um batalhão de assessores portugueses, pagos a peso de ouro, não moveu uma palha para defender o vice-presidente da República. Esta instituição é, na prática, coordenada pela Semba Comunicação, empresa de dois filhos de José Eduardo dos Santos, nomeadamente Tchizé dos Santos e Paulino dos Santos, também conhecido por Coreón Du.
Não tenho nada contra os expatriados, mas estou aqui a pensar com os meus botões se o batalhão de assessores portugueses, não podia ser substituídos pelos profissionais angolanos que fazem parte de algumas empresas como Movimento, Executive Center, entre outras. Será que não temos pessoal capacitado para realizar esta tarefa ou que o Executivo perdeu a confiança nos comunicólogos angolanos?

Nossa Senhora das Graças homenageia cónego Apolónio Graciano

Os fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Luanda, vão homenager o cónego Apolónio Graciano, no dia 15 do corrente mês, pelo seus 20 anos de sacerdócio.
Em declarações hoje, quinta-feira, à Angop, o responsável da actividade, Cândido Correia fez saber que a homenagem ao cónego Apolónio Graciano acontece igualmente pelo facto do mesmo começar com a sua actividade cristã na Paróquia da Nossa Senhora das Graças.
Segundo ele, a ideia de homenagear esta figura da Igreja Católica surge dos jovens da paróquia devido ao contributo que o homenageado deu a igreja em especial a Nossa Senhora das Graças.
“Uma vez que o cónego Apolónio Graciano começou a sua actividade cristã muito cedo e aqui neste lugar nos sentimos honrado em fazer esta homenagem para este filho de Deus em honra do trabalho que o mesmo tem feito na igreja”, frisou.
De acordo com Cândido Correia será realizada uma cerimónia simples, mas com muito significado devendo o homenageado presidir a cerimónia, seguir-se-a o elogio da autobiografia do cónego Apolónio Graciano e o momento de entrega de presentes da comunidade cristã ao padre.
Segundo o responsável, as homenagens devem ser feitas enquanto as pessoas estão vivas e não depois de morrer.”Devemos reconhecer os esforços dos membros arquidiocesanos".
Participarão deste evento várias entidades da província, desde políticas, religiosas entre outras.