Pesquisar neste blogue

domingo, 29 de março de 2009

Tropas da SADC em prontidão

O exercito esta pronto para efectuar operações de manutenção de paz em vários pontos do globo

A ideia de escrever este texto surgiu depois de ter sido escalado para cobrir a cerimónia de início do exercício Golfinho fase I NAPEX (Exercício no Mapa), da tropa da SADC, que se realizou de 22 a 28 de Fevereiro último na unidade da brigada de forças especiais das FAA, baseada na região de Cabo Ledo.
Ao chegarmos no terminal militar do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, no meu humilde Toyota Starlet bolinha, fomos confrontados com as primeiras barreiras imposta pelos sentinelas. “Não sabemos de nada”, esta frase que já é muito comum quando se esta a fazer investigação jornalística não me surpreendeu. Porque, certamente, só convidaram-nos para reportar este acontecimento porque saber que o órgão tem um pendor público privado.
Perdemos cerca de meia hora circular por aquele labirinto e só depois de muita insistências é que fomos encaminhados para o local certo por um deles. Ao chegar-mos lá, fomos informados que não poderíamos embarcar porque o helicóptero que tinha a missão de levar os jornalistas descolou três minutos antes da nossa chegada.
Tristes e desesperados com a situação, Nuno Santo, o repórter-fotográfico que trabalhava comigo, tentou recorrer da decisão do major que coordenava a saída dos voos, junto de um brigadeiro. Feliz e infelizmente este não se fez de rogado e mandou-nos esperar.
Felizmente porquê? Ou é feliz ou infeliz, não poder ser as duas coisas ao mesmo tempo. Esta certamente deve ser o ponto de vista de uns, tal como existem o de outras pessoas, mas o mais importante no meio de tudo isso é aceitarmos e respeitarmos o ponto de vista de cada um, porque isso é sinal de democracia. Bom sem querer dar lição a ninguém volto onde estava. Dizia feliz, por um lado, porque tinha se livrado de andar no helicóptero militar, onde o barulho é tão alto que pode provocar problemas auditivos. E, a acrescento a isso, o facto de ter conseguido depois de quase uma hora a espera pelos número um tanto do Comando Geral da Polícia como das Forças Armadas Angolanas que embarcariam num luxuoso avião militar de pequeno porte. Não aqueles Boeing russo, barulhentos da segunda guerra mundial.
Nuno Santos, com um ar meio entristecido, manifestou-se descontentes porque via escapar das suas mãos a oportunidade de fazer belas fotografias via aérea. Certamente estas fotos seriam de grande utilidade para o jornal.
Depois de alguns minutos de espera eis que chegava ao terminal o comandante geral da Polícia, Ambrósio de Lemos. Ao aperceberem-se da sua entrada, os oficiais superiores das FAA, ficaram-se intactos e perfilados para fazerem a devida continência. De seguida, Ambrósio de Lemos foi encaminhado para uma sala onde foi recebido por um dos generais.
Permanecemos no exterior muito tempo, até sermos encaminhados para uma pequena aeronave luxuosa das FAA onde partiríamos. Pilotada por russos. Será que não temos pilotos a altura de executarem este serviço? Eis a questão que não encontrei até agora uma resposta aceitável. No interior da aeronave entrou um grupo de jovens bailarinos que tinham sido contratados para animarem a parte cultural do evento. A falta de hábito e a teimosia levou um dos integrantes do grupo a mostrar resistência ao ser solicitado por Nuno Santos para desligar o telemóvel e um microcomputador. “Desliga o telemóvel e essa tua maquina senão vais matar-nos a todos”, apelou. E de seguida ouviu a voz do jovem dizendo “kota isso não faz mal a ninguém, pode ficar descansado”, a aeronave estava preste a descolar quando uma voz feminina voltou a abordar o mesmo assunto, mas com um tom de pânico “sou a única filha da minha mãe, ainda não dei neto e sou muito jovem para morrer numa brincadeira”.
Do céu vimos uma parte da costa marítima de uma bela cidade. Era Luanda. Os navios que circulam pelos mares luandense abrilhantam ainda mais os mares. Em menos de 20 minutos estávamos nós a aterrar na pista de Cabo Ledo, província do Bengo. Chegamos mais sedo que o helicóptero que transportava os “boss”.
Ao se aproximar do pequeno aeródromo, alguns minutos depois, os oficias superiores das FAA e os convidados especiais, levantaram-se para recebe-los. Ouvia-se o hino da república cantado por militares. Para surpresa dos jornalistas e dos convidados, não era o Chefe do Estado-maior, general Francisco Furtado, nem o Comandante Geral da Polícia, Ambrósio de Lemos quem desceram do veículo. Em substituição deste último apareceu o segundo comandante geral Paulo de Almeida.
Partimos do terminal para o local onde decorreriam os discursos de abertura e de boas vindas aos participantes. Tivemos que trepar nas viaturas como se fossemos militares e confesso que foi um belo exercício. Entretanto, isso não diminuiu a grandiosidade do evento. Eis que o chefe adjunto do Estado-Maior General das FAA, general Geraldo Sachipengo Nunda, afirmou que a brigada da SADC está em estado de alerta e desde a sua criação até a presente data, verificou progressos quanto a organização e participação dos estados membros em operações de manutenção de paz em vários pontos do globo.
Prosseguindo com o seu discurso, Nunda apelou “não devemos limitar aos resultados alcançados, mas sim, com afinco e rigor, estabelecer relações de cooperação de solidariedade cada vez mais abrangente, com vista ao alcance e preservação dos interesses e objectivos comuns que estiveram na base da criação da brigada em estado de alerta da comunidade regional”.
As suas palavras eram traduzidas simultaneamente em inglês para que os tropas sul-africanos e namibianos pudessem compreender. Salientou que se deve ainda ter em conta, a SADC como uma comunidade com um futuro compartilhado, através de uma estratégia de integração regional.
O General Nunda referiu a necessidade de continuar a reflectir sobre o tipo de estrutura que a brigada deve ter, de forma a melhora-la e encontrar-se mecanismos que a torne numa força cada vez mais eficaz e eficiente, e com capacidade de dar resposta a qualquer situação.
O exercício Golfinho visa preparar a brigada para operações de manutenção de paz, de forma multidimencional, em conformidade com o roteiro da força em estado de alerta da União Africana.
Desenvolver e melhorar a cooperação regional no campo de operações de apoio a paz, demonstrar o compromisso dos estados membros da SADC, em participar na formação e nas operações de apoio a paz, praticar e avaliar a doutrina da SADC na planificação e execução de operações de apoio a paz, testemunhar e avaliar o comando, controlo, comunicações e sistemas de informação são outros objectivos que se pretende atingir com este exercício.
Após a abertura da cerimónia, os convidados e participantes ao exercício receberam uma breve explicação sobre este exercício com a duração de sete dias.
Testemunharam a cerimónia de abertura, representantes do órgão de política, defesa e segurança da SADC, oficiais generais ligados a planificação do exercício, representantes dos estados membros da SADC, dirigentes militares do comando central das FAA e convidados.
A Brigada em Estado de Alerta tem realizado missões de observação e controlo, apoio a pacificação, intervenção num Estado membro, de modo a restaurar a paz e a segurança, prevenção contra um diferendo ou eventual conflito em curso, impedindo que se agrave ou alastre para áreas ou estados vizinhos, prestação de assistência humanitária, desarmamento e desmobilização pós-conflito.
No exercício das suas funções deve, sempre que necessário, cooperar com a Organização das Nações Unidas (ONU), suas agências e outras organizações internacionais, e organismos regionais, bem como as autoridades locais.
Os efectivos da BEA estão baseados nos seus respectivos países, movimentando-se apenas em caso de serem solicitados para uma eventual intervenção ou missão de paz.
São membros da SADC, além de Angola, a África do Sul, Botswana, Ilhas Maurícias, Lesotho, Malawi, Moçambique, Madagáscar, Namíbia, RDC, Congo, Suazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.
Depois de ouvirmos todos os intervenientes fizemos o mesmo exercício para subir na viatura e regressamos para Luanda, no luxuoso voos. Depois de ter tido um dedo de prosa com o brigadeiro Uala que esteve a coordenar o exercício. O conteúdo da conversa poderei abordar em próximas ocasiões. A reportagem foi feita, mas não publicada no O País.

Federação de jornalistas lusófonos na forja

A criação de sindicato de jornalista, de lei de imprensa ou código deontológico onde não existe constam dos objectos da federação
O
secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) incentivou hoje a criação de uma associação de jornalistas no espaço lusófono que possa contribuir para uma maior comunicação entre os oito Estados membros da instituição.
À delegação que o informou sobre o processo de criação da Federação de Jornalistas lusófonos, a formalizar em finais de Maio próximo, Domingos Simões Pereira referiu o papel decisivo da comunicação social na divulgação da CPLP e dos seus objectivos.
Simões Pereira adiantou que uma associação de jornalistas, que integre profissionais dos oito países membros da CPLP - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste - agilizará a circulação de informação na comunidade ultrapassando alguns problemas registados nesta área.
A delegação que esteve reunida com o secretário executivo da CPLP, na sede da organização em Lisboa, incluiu dois jornalistas angolanos e uma brasileira, mandatados pela reunião realizada na semana passada na capital de Cabo Verde, que marcou para 29 de Maio, na cidade angolana de Sumbe, a constituição formal da Federação de Jornalistas dos "Oito".
Segundo disse hoje à Agência Lusa o jornalista angolano Messias Constantino, o objectivo da federação é fomentar o diálogo, intercâmbio, cooperação e interacção entre jornalistas dos países de língua portuguesa.A longo-prazo, a referida federação poderá concretizar projectos mais ambiciosos, como a eventual criação de uma "agência noticiosa ou de um canal de televisão da CPLP", avançou Messias Constantino.
Problemas que os profissionais da comunicação social enfrentam no dia-a-dia de cada um dos países membros da CPLP, nomeadamente questões relacionadas com a liberdade de informação, a ética e deontologia serão também objecto de reflexão para a nova associação de jornalistas, afirmaram por seu turno as jornalistas Luísa Rogério (angolana) e Mónica Delicato (brasileira).
A Federação de Jornalistas da CPLP terá sede em São Paulo (Brasil) e conta à partida com a participação das diversas organizações de jornalistas dos países-membros da comunidade.
O Sindicato dos Jornalistas portugueses não participou em nenhuma das três reuniões que prepararam o lançamento da federação, mas tem acompanhado o debate sobre os estatutos da organização e dado os seus contributos, afirmou Mónica Delicato, acrescentando que "a nova associação conta com todos os organismos representativos dos jornalistas e está sobretudo apostada no que une os jornalistas lusófonos"."Temos jornalistas de países onde não existe um sindicato, lei de imprensa ou código deontológico e o nosso objectivo é trocar experiências e avançar, no que for possível, para que esses nossos colegas disponham desses apoios legais para o exercício da profissão", disse.

Fonte: Lusa.

quinta-feira, 26 de março de 2009

PLD passa a Fundação Mamã Coragem

A ideia terá tido já a aprovaçao do bureau político do extinto PLD

O Partido Liberal Democrático (PLD) poderá ser transformado nos próximos meses numa Fundação filantrópica denominada Mamã Coragem, em homenagem à antiga líder desta formação política, Anália de Victória Pereira, falecida no dia 6 de Janeiro último, em Portugal.
A filha da antiga presidente do PLD, Alexandra Semeão, explicou a este jornal que a ideia de transformar o partido numa Fundação partiu dos membros do bureau político, numa altura em que avaliam o acórdão de extinção emitido pelo Tribunal Constitucional (TC). “Apesar de a Fundação ter um carácter familiar, a direcção do partido e os militantes se disponibilizaram em ajudar na concretização desta ideia”, contou.
Pronunciando-se de forma bastante cautelosa, Alexandra Simeão alegou ser prematuro falar sobre a Fundação Mamã Coragem por não passar de uma ideia que pode vir a não ser concretizada, atendendo a alguns pressupostos legais.
“O nosso objectivo é dar continuidade à obra que a malograda deixou, visto que ela quase que geria uma organização não governamental pela forma como se desenvencilhava para ajudar as pessoas e não publicitava isso”, frisou.
Para a ideia não morrer no papel, a nossa interlocutora afirmou estar, neste momento, a estudar os diplomas legais que regulam a criação das fundações. Diz que já auscultou os seus advogados e que foi informada pelos peritos do TC que não há nenhum empecilho em os bens do partido serem usados pela Fundação.
Na próxima semana, Alexandra Simeão reunir-se-á com técnicos do Ministério da Justiça e dentro de três meses fará publicar a decisão final quanto ao projecto. O secretário nacional de finanças e património do PLD, Alberto André Mwanza, confirmou que a ideia de transformar o partido em Fundação Mamã Coragem foi manifestada pelos militantes aquando da criação da comissão liquidatária.
Mas declarou que em primeiro lugar está o projecto de refundação do partido, por ser mais abrangente e de maior responsabilidade, enquanto a Fundação é algo de carácter familiar: “Achamos que a ideia de criação da Fundação é bem-vinda tendo em conta o papel que a líder teve, mas só ficamos de decidir se avançaremos com este projecto ou a refundação do partido depois de apresentarmos o inventário ao TC”, explicou. Por outro lado, Alberto Mwanza justificou o atraso registado na entrega do inventário ao TC com o facto de algumas delegações provinciais ainda não enviaram os seus relatórios.


Fonte: Jornal O País

Bento XVI: faça chuva ou faça sol




A organização prevê que o número de religiosos atinja os 40 mil, dos quais 20 mil serão jovens.
As dificuldades de transporte, a destruição das tendas pelas chuvas, o atraso na distribuição das refeições e as dificuldades para se chegar aos locais dos preparativos não foram suficientes para quebrar o ânimo e o fervor dos mais de quatro mil peregrinos provenientes das 17 províncias para acompanhar de perto a visita do Papa Bento XVI ao nosso país.

O coordenador da Subcomissão de Acolhimento da visita do Papa, frei Moisés Lukondo, revelou a O País que a maior parte dos peregrinos começou a escalar Luanda sete dias antes da vinda do Santo Padre e está instalada em cinco centros de acolhimentos montados por tendas em várias igrejas e escolas religiosas. “A primeira fase desse processo teve início sexta-feira passada com a chegada das primeiras delegações dos jovens e ganhou maior dinamismo com a recepção dos delegados provinciais e membros da comunidade internacional”, frisou.
Na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, onde está concentrada a segunda maior base logística da actividade, a nossa equipa de reportagem presenciou a forma articulada como os trabalhos decorrem: do local, José Kintas, membro da Comissão de Acolhimento, orientava, via rádio, um grupo de jovens que se encontrava nas Cáritas de Luanda a abastecer com tendas e colchões um dos vários camiões de apoio disponibilizados pelo Comando Geral da Polícia e pelo Exército.
À semelhança do que acontece no acampamento da Nossa Senhora de Fátima e no Cristo Rei, junto ao Beiral, cada centro de acolhimento alberga mais de 400 jovens que passam a noite em tendas de cinco metros quadrados. Cada pavilhão hospeda quarenta e cinco pessoas e cada um teve direito a um colchão, dois lençóis, uma toalha e kit de material de higiene pessoal disponibilizado pelo Governo.
Explicando a origem das refeições,José Kintas disse que várias empresas de take-way decidiram ajudar. Todos os dias, reúne-se com os seus gerentes para avaliar o cardápio. “As três refeições dos jovens estão a cargo de várias empresas, por isso é que se está a registar algum atraso na hora da entrega, mas louvamos e agradecemos profundamente a ajuda que recebemos”, referiu.Quanto às refeições para os delegados provinciais (padres, madres e leigos), estas estão a cargo dos grupos de mulheres das comunidades onde estão hospedados. Segundo o nosso interlocutor, os paroquianos prepararam-se condignamente para receberem os viajantes, por isso não se têm registado muitos problemas. “Sensibilizamos a população das comunidades onde estão os peregrinos para que fizessem alguma doação em dinheiro ou comida, e aquelas igrejas que não receberam os delegados fizeram chegar as doações dos crentes aos locais de acolhimento”, explicou.

Transportes.
Por outro lado, o coordenador da Comissão de Transporte, Longue Tony, disse que para transportar os crentes aos recintos onde vão decorrer as actividades, a organização conta com 400 viaturas, entre autocarros, carrinhas e hiaces, das quais 43 estão à disposição dos jovens. Para evitar atrasos na chegada dos peregrinos aos recintos, por causa do engarrafamento, o Comando Provincial da Polícia disponibilizou alguns agentes da brigada de trânsito para escoltarem as viaturas. Em todos os locais por onde passamos o cenário é o mesmo: foram montadas latrinas móveis, nota-se a presença de agentes da polícia para garantirem a segurança dos crentes, jovens e adolescentes trocam experiências, numa rotina inusitada. Cada grupo, à sua maneira, exibe as danças com que se identificam e mostra as estampas representativas da sua região.

Alojamento dos peregrinos.
Nas igrejas de Nossa Senhora de Fátima, ex-São Domingos, e de Cristo Rei, no Rangel, estão acampados os jovens provenientes das províncias da Huila, Namibe, Kwando-Kubango, Cunene, Lundas Sul e Norte. A igreja de São Francisco de Assis, em Viana, acolhe os peregrinos oriundos do Bengo, Uíge e Malange. As comunidades católicas do Ramiro, no Benfica, e Sagrado Coração de Jesus, no Cazenga, acolhem os crentes vindos do Kwanza-Sul, Kwanza-Norte e Luena. Os adultos do Cunene estão na zona da Petrangol. Do Huambo e Bié, estão na igreja do Bom Pastor, localizada na comuna do Kikolo, ao passo que os peregrinos de Cabinda estão na escola profissional dos padres Salezianos de Dom Bosco, no município do Sambizanga. Kifangondo As igrejas e centros que circundam a paróquia de Santo António do Kifangondo acolhem as 700 mulheres que no domingo irão participar no encontro com o Santo Padre, para abordarem questões relacionadas com as famílias.

Convidados.
Do estrangeiro Os bispos da região das comunidades dos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Desenvolvimento da África Austral (SADC), da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) e alguns convidados, estão a receber um tratamento vip oferecido pela Associação dos Gestores e Dirigentes Cristãos. Todos eles estão hospedados no edifício da CEAST, no bairro São Paulo.
Preparados para a chuva.
Os peregrinos que estão acampados na paróquia de São Francisco de Assis, em Viana, foram os que mais sofreram com as quedas pluviométricas que terça-feira assolaram a capital do país. Estão acampados em tendas de pequeno porte e jangos cobertos de lona.
“Para evitar transtornos, instalamo-nos todos no interior do Centro de Formação Profissional até que as chuvas cessaram”, explicou Paulo Jorge, um dos integrantes da comissão paroquial do acolhimento. O frei Moisés Lukondo assegura que caso venha a chover novamente nos próximos dias, os crentes não voltarão a enfrentar situações do género porque estão instalados em tendas com mais de cinco metros quadrados, disponibilizadas pelo Governo. Em Fátima, as tendas que sofreram com as enxurradas que assolaram a capital são pequenas, trazidas pelos crentes.