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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Zungueiras destroem carro da Polícia

Para além da Esquadra Móvel da Polícia Nacional, as vendedoras ambulantes da zona do São Paulo destruíram, na passada terça-feira, 23, o vidro de frente de uma viatura do Comando Municipal do Sambizanga.
De acordo com informações que tivemos acesso, o agente da Polícia que terá disparado em sua própria defesa, isto segundo as autoridades, efectuou cinco tiros: os dois primeiros foram no ar para dispersar a população, ao encontrar resistência fez outro num dos membros inferiores da comerciante e dois para tentar acalma-los e evitar que fosse vaiado.
O patrulheiro da Polícia que teve o vidro quebrado se encontrava a escassos metros de distância quando ouviu o barulho dos disparos e decidiu regressar para prestar apoio aos seus colegas.

A vendedora ambulante Domingas Gomes “Mingota”, 25 anos, encontra-se ainda internada no Hospital Josina Machel onde deu entrada na tarde de terça-feira, 23, depois de ter sido baleada por um dos agentes da Polícia Nacional destacado na Divisão do Sambizanga.
Domingas Gomes chegou àquela unidade hospitalar com uma bala encravada num dos membros inferiores, em estado grave, e foi recebida pelos técnicos da secção de cuidados intensivos. A jovem já não corre perigo de vida e pode vir a receber alta na próxima semana.
A comerciante Manuela da Silva, 27 anos, contou a Tribuna da Kianda que o incidente ocorreu porque a sua colega mostrou resistência ao agente da Ordem Pública, destacado na zona do São Paulo, que queria receber os pertences dela porque os comercializava num lugar impróprio.
“Como já tem sido hábito, os polícias deram-nos corrida para receberem os nossos negócios por estarmos num local que eles consideram ser impróprio, mas neste dia as coisas tiveram um contorno alarmante porque o agente estava embriagado”, explicou.
O susto causado pelo som do disparo deixou a jovem Mingota em estado de choque e desmaiou naquele instante. Quando viram a companheira imóvel, deitada no chão e a sangrar, as vendedoras ambulantes anunciaram a morte da mesma aos prantos a todas as pessoas que circulavam naquela área.
A informação caiu como uma “bomba” para todos e revoltaram-se contra as autoridades policias arremessando vários objectos contundentes à Esquadra Móvel, entre os quais, pedras, garrafas, paus e ferros.
Diante do clima de revolta que se tinha instalado, tanto os agentes da Ordem Pública como os da Polícia de Trânsito, que se encontravam nas redondezas, tiveram de procurar refugio.
Alguns agentes da Unidade de Trânsito que regulavam o tráfego automóvel nas imediações do mercado do São Paulo viram-se obrigados a abandonar o posto, a retirarem o colete e a camisa. Permaneceram apenas com as camisolas interiores para conseguirem fugir até ao edifício da EDEL para não serem agredidos.
“Estou na Polícia há quatro anos e é a primeira vez que estive envolvido numa situação destas. A população revoltou-se de tal maneira que não tivemos outra saída senão escondernos em qualquer local que nos parecia ser seguro”, explicou ao Tribuna da Kianda um dos agentes de Trânsito que estava destacado naquele perímetro.
Tanto os efectivos do Comando da Divisão Sambizanga como os da Unidade de Trânsito permaneceram nos seus “esconderijos” até à chegada dos oficiais das brigadas Canina, Auto, Motorizada e da Polícia de Intervenção Rápida.
Comerciantes em marcha A destruição parcial da Esquadra Móvel da Polícia Nacional não foi suficiente para acalmar os nervos dos vendedores. Eles uniram-se e marcharam protestando em direcção à Rádio Ecclésia.
O automobilista Beto Beleza circu lava naquela zona no momento em que se despoletou o incidente. Saía do seu local de serviço e teve dificuldades em prosseguir o trajecto por causa do alvoroço provocado pelas pessoas que se perfilaram na estrada.
“A via ficou parcialmente interditada e só conseguimos prosseguir com a marcha quando os efectivos da Polícia apareceram para dispersar a população”, contou o condutor, acrescentando que “as senhoras diziam, Sayovo matou zungueira…” Da portaria da Rádio Ecclésia, as mulheres, reunidas num grupo menor, dirigiram-se à portaria da Televisão Pública de Angola (TPA).
“Isto não pode ser, não podemos vendar à vontade. Fecham os mercados, agora dizem que não podemos vender. Até quando isso?”, lamentou Manuela da Silva.
A Polícia Nacional está a proceder ao levantamento dos factos do incidente que envolve um agente da corporação que disparou contra a perna da vendedora ambulante “Mingota”.
Contactado por O PAÍS esta quarta-feira, 24, o comandante municipal do Sambizanga, superintendente Manuel Gonçalves, desmentiu a informação segundo a qual o seu subordinado estava embriagado no momento em que efectuou o disparo. “O agente não estava nada embriagado conforme as pessoas estão a dizer e quem acha o contrário que prove. A Polícia trabalha com provas e não existe nenhuma que sustente isso”, explicou.
De acordo com o superintendente, o caso, cujo autor já está a contas com a justiça, aconteceu quando a Polícia procedia ao trabalho de rotina para impedir a venda ambulante na zona do São Paulo.
Na sequência do trabalho, um agente viu-se envolvido no meio da multidão, que o cercou e o agrediu, tendo daí, como tentativa inicial de fuga, efectuado disparos ao ar. Nesta acção “condenável e lamentável”, o Polícia acabou por ferir a cidadã.
Nas zonas do S. Paulo e do Congolenses observam-se diariamente efectivos da Polícia e da Fiscalização a perseguirem os vendedores ambulantes. Em muitos casos, as “zungueiras” não escapam à acção do cassetete.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Barco desaparece com pescadores recém-contratados

Os oito tripulantes da embarcação de pesca artesanal de cor branca de 1. 40 centímetros, licenciada com o número 754 e matrícula LD-4012, desaparecidos há 47 dias, haviam sido contratados dias antes de se “perderem” no alto mar.
A senhora Chimina, responsável pela embarcação da cooperativa denominada “Família Chimina”, revelou esta quinta-feira, 18, ao Tribuna da Kianda que aquela seria a primeira viagem que os oitos pescadores realizariam a bordo do barco. “É difícil explicar o tipo de contrato que temos com eles porque os pescadores e tripulantes são remunerados em função da quantidade de peixe que pescam”, explicou a empresária.
Fazendo fé nas informações que recebeu dos familiares dos pescadores, Chimina demonstrou estar bastante confiante em que eles estejam todos bem, por se tratar de uma equipa constituída por profissionais com mais de 20 anos de experiência.
O barco pertence àquela cooperativa há dois anos e foi confiado aos oito pescadores que partiram da Ilha de Luanda, no dia 2 de Outubro último, com cerca de mil litros de combustíveis e 200 litros de água, para uma faina de oito dias.
Os homens saíram para pescar em direcção à zona sul do país e até agora não dão sinal. A única certeza é que os telemóveis e os rádios de comunicação encontram-se desligados. A Capitania do Porto de Luanda solicitou o apoio das suas congéneres da República do Gabão e do Congo Brazaville para colaborarem nas buscas.
O chefe de segurança marítima da Capitania do Porto de Luanda, Pedro Miala, explicou que estão a ser empregues todos os meios de resgate e salvamento e foi lançado um “SOS” aos outros navios que navegam ao longo da costa.
Apesar das diligências feitas pelos efectivos da Capitania do Porto de Luanda, os integrantes da cooperativa entraram em contacto com as capitanias de Cabinda, Lobito, Namibe e o posto marítimo do Sumbe.

Carrascos do Benfica estão na cadeia

Os supostos efectivos da Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC) de Luanda que estiveram envolvidos no assassinato dos jovens Willian Marques Luís (Liro Boy), Hamiltom Pedro Luís (Kadu) e Kléber Teodoro, na comuna do Benfica, encontram-se detidos.
Esta informação foi revelada ao Tribuna da Kianda esta terça-feira, 16, pelo segundo comandante-geral da Polícia Nacional para a Ordem Pública, comissário-chefe Paulo de Almeida.
Apesar de não avançar os detalhes da operação que resultou na detenção dos acusados, Paulo de Almeida, explicou que eles foram detidos na mesma semana em que garantiu, em conferência de imprensa, que os peritos da Direcção Nacional de Investigação Criminal (DNIC) estavam a desenvolver todas as diligências para detê-los.
Questionado sobre a razão da não apresentação pública dos acusados, conforme prometera, o comissário-chefe declarou que esta é uma actividade que competiria unicamente ao Comando Provincial de Luanda e que só os seus responsáveis estão em condições de dizer as razões que os levaram a não realizar tal acto.
“Os órgãos judiciais têm que intervir, sobretudo as procuradorias para legalizarem as diligências que precisam de ser feitas e tudo indica que nos próximos dias estaremos em condições de dizer publicamente quem são os autores desta barbárie”, garantiu há seis meses o oficial da Polícia.
Embora não domine perfeitamente este dossiê, Paulo de Almeida demonstrou acreditar piamente que o processo que envolve os supostos polícias que estão envolvidos neste homicídio já deu entrada nos órgãos de justiça.
Durante o encontro com os jornalistas realizado no Comando Geral da Polícia Nacional, para prestar informações acerca do assunto, o comissário-chefe declarou que caso ficasse provado a participação de membros do seu efectivo na execução destes crimes, seriam entregues à justiça para que fossem julgados em função do que está estabelecido na Lei, visto que esta pratica não faz parte da natureza da corporação.
No momento em que o segundo comandante-geral prestou estas informações, os peritos da DNIC estavam a averiguar se a operação foi superiormente orientada e, se assim fosse, o que ocorreu na realidade para que detivessem aqueles dois jovens inocentes que apareceram mortos.
“De acordo com as investigações levadas a cabo, há alguns indícios (do envolvimento de membros da corporação), mas como estamos numa fase de instrução do processo, achamos por bem que algumas coisas ainda sejam reservadas, para podermos ter melhores resultados nas nossas averiguações”, frisou na altura.

Paradeiro incerto
De acordo com uma outra fonte deste jornal destacado na DNIC, os supostos autores do crime se encontram em liberdade e a exercer a sua actividade em diversas unidades policiais. Dois dias depois de ter cometido os homicídios, os peritos da DPIC destacados na esquadra do Benfica foram notificados a comparecerem naquela instituição.
Quem também se juntou ao coro das pessoas que exigiram as autoridades policiais que apresentassem os autores do crime, foi o então ministro do Interior, Roberto Leal Monteiro “Ngongo” (na foto), que, na véspera das comemorações do 31o aniversário da Polícia Nacional, ordenou aos responsáveis da corporação que apresentassem os homicidas.
Segundo uma outra fonte da Direcção de Inspecção do Ministério, os investigadores que ali se encontravam foram notificados na altura por este departamento para prestarem informações sobre esta ocorrência, mas não compareceram com medo que tivessem o mesmo destino que os autores do Caso Frescura.
O Tribuna da Kianda tentou contactar a direcção de comunicação e imagem do Comando Provincial de Luanda para obter esclarecimentos sobre os motivos que levaram a não apresentação públicas dos indivíduos, mas não teve êxito.

Advogados sem informações
A equipa de cinco advogados da Associação “Mãos Livres” constituída para defender os familiares do jovem Kleber Teodoro, 25 anos, endereçou uma carta ao Comando Geral da Polícia Nacional e à Procuradoria Geral da República manifestando a sua preocupação face a falta de informação.
O secretário-geral da “Mãos Livres, organização filantrópica que zela pela defesa dos direitos humanos, Salvador Freire dos Santos, manifestou a este jornal que estão preocupados com a falta de informação sobre o processo e esperam que os órgãos a quem endereçaram as cartas exijam das autoridades policiais maior celeridade.
Os jovens Kléber Teodoro, 25 anos, Hamilton Kadu, 21 anos, e Willian Luís “Liro Boy”, de 19 anos, foram assassinados na madrugada de segunda-feira, 11 de Abril. Os dois últimos eram primos e viviam em permanente conflitos pelo facto de o malogrado mecânico Kadu não concordar com o estilo de vida que o Liro Boy levava.
Por sua vez, Kléber Teodoro, o mais velho dos jovens assassinados, saiu de Angola com sete anos de ida de, com destino à Zambia, passou pelo Zimbabwe, onde licenciou-se em informática. Estava no nosso país há menos de seis meses quando foi assassinado.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chuva mata 11 pessoas em Luanda

O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, Faustino Sebastião, num balanço provisório referiu esta quinta-feira que 11 pessoas morreram e várias residências ficaram destruídas, nos vários municípios da província de Luanda, na sequência da chuva que se abateu no princípio da tarde desta quarta-feira, 17.
Faustino Sebastião adiantou que um casal morreu electrocutado no município do Cazenga, enquanto no Kilamba Kiaxi, Cacuaco e Sambizanga outras cinco pessoas, entre adultos e crianças, morreram em consequência do desabamento de tecto de residências, queda de árvores e outra foi levada pela correnteza das águas
Quatro pessoas, membros da mesma família, faleceram em consequência do desabamento da residência onde viviam na praia da Micha, na comuna do Benfica e 180 famílias do bairro Morro Bento ficaram desalojadas devido a inundação das suas residências, município da Samba.
Explicou que a estrada que liga o bairro Talatona ao Benfica esteve fechada por algumas horas devido a queda de um embondeiro, que foi removido horas depois.
Segundo a fonte, no município da Samba várias vias secundárias e terciárias encontram-se inundadas, sendo considerado critico o bairro da Kamuchiba, onde a maior parte das residências estão inundadas, assim como o desabamento de cinco casas e abertura de ravinas nos arredores da Quinta Rosalinda.
A chuva que durou aproximadamente quatro horas, de acordo com a fonte, provocou a interrupção da avenida Kimakienda de acesso aos municípios da Ingombota, Sambizanga e Cacuaco, tendo sido soterradas duas viaturas ligeiras

Jornais especializados precisam-se em Angola

A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira (na foto), revelou esta quarta-feira, 17, no Huambo, que entre as estratégias do sector para o triénio 2010-2012, consta o incentivo à criação de jornais especializados, a implantação das rádios comunitárias e a actualização da legislação que regula o sector no nosso país.
Neste momento, os únicos jornais especializados com o nível de abrangência geral estão especializados em noticiais desportivas e económicas, designadamente, Jornal dos Desportos, A BOLA (edição Angola), Expansão, Jornal Económico e o Semanário Económico.
Outra das prioridades avançadas pela governante, tem a ver com a necessidade de se providenciar serviços que visam manter informadas as comunidades angolanas na diáspora, procurar criar mecanismos para a divulgação da imagem do país no exterior e levar a Comunicação Social a sítios mais recônditos do país, com prioridade para o leste de Angola.
Por outro lado, destacou também a importância de se pensar na formação de pós-graduação dos jornalistas, da formação especializada dos profissionais do sector e de repórteres fotográficos.
"Quando falo na humanização da Comunicação Social, falo da atenção particular que deve ser dada aos trabalhadores do sector", enfatizou, ressaltando a necessidade de haver um nivelamento das assimetrias existentes, também a necessidade da prestação de um melhor serviço para a cidadania e de uma gestão transparente.A ministra da Comunicação Social, Carolina Cerqueira, apontou quarta-feira, no Huambo, a modernização das empresas públicas, a contínua formação e valorização de quadros, a prestação de um melhor serviço para a cidadania e de uma gestão transparente como algumas das prioridades e estratégias do sector para o triénio 2010-2012.
A governante, que teceu estas considerações durante a apresentação, esta noite, da estratégia do sector para o triénio 2010-2012, reafirmou que o sector da Comunicação Social vai investir na sua modernização, tendo informado haver apoio, nesse sentido, do Chefe do Executivo angolano, José Eduardo dos Santos."Todas as preocupações têm merecido a maior atenção e colaboração do Chefe do Executivo angolano", disse a ministra Carolina Cerqueira, para quem o apoio ao desenvolvimento da iniciativa privada no domínio da Comunicação Social é também uma das recomendações do Presidente José Eduardo dos Santos.
Frisou que se continua a contar com o Centro de Produção da Camama, localizado no município do Kilamba-Kiaxi, em Luanda, para o qual o Ministério da Comunicação Social está aberto à participação de outros países sobretudo dos Palop.

Velhos comboios para Luanda/Malange

Os comboios que farão percurso Luanda/Ndalantando/Malange, numa extensão de 424 quilómetros ficaram cerca de 18 anos sem operar nas vias do seu país de origem. Esta informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), Lobo do Nascimento, em entrevista ao Jornal de Angola.
Lobo do Nascimento explicou que, há cerca de três meses, os técnicos e maquinistas têm vindo a fazer viagens experimentais para a cidade de Malange. As viagens, que são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras, com regresso nos dias seguintes visam visa permitir a reaprendizagem dos maquinistas. “E, ao mesmo tempo, tratando-se de comboios pesados estão a fazer a consolidação da via”, explicou o responsável.
A viagem inaugural para a circulação regular dos comboios de passageiros no percurso Luanda/Ndalantando/Malange, numa extensão de 424 quilómetros, pode acontecer a qualquer momento.
Em declarações à imprensa, Lobo do Nascimento disse que o Executivo anunciou que a reinauguração da circulação normal está enquadrada nas jornadas do 35º aniversário da Independência Nacional, que terminam em Dezembro. “Vamos aguardar, porque as jornadas ainda decorrem e por isso a qualquer altura a viagem inaugural será um facto”, sustentou.O funcionamento regular dos comboios de passageiros e mercadorias vai potenciar o transporte em grande escala, mas Lobo do Nascimento alertou para a necessidade de adesão da população aos serviços, dos grandes produtores e comerciantes. “Ainda verificamos existir muita mercadoria a ser transportada por camiões e autocarros, mas acreditamos que tão logo aconteça a reinauguração da linha ferroviária o quadro mude consideravelmente”, disse.
Viagem inesquecível
No dia 9 o comboio partiu da estação da Baia às 6:00h, chegou a Malange por volta das 19:30h. Tratou-se de uma viagem com paragens em todas as estações, os passageiros eram jornalistas e funcionários do Caminho de Ferro de Luanda, cerca de cem pessoas.
Deu para ver o modernismo das novas estações e para provar o conforto das novas carruagens. A carruagem-bar tem aspecto de poder servir plenamente os utentes, os painéis informativos, em pequenas telas, passam a informação necessária. Ficas e a saber onde se está e a distância que nos separa da próxima estação.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Nvunda Tonet retrata o psicólogo em livro

O psicólogo clínico Nvunda Tonet publicou na quarta-feira, 10, em Luanda, a sua primeira obra literária intitulada “Psicólogos, porquê e para quê?”, sob a chancela da editora portuguesa Chiado Editora. A obra começou a ser comercializada em livrarias lusas desde o dia 15 de Outubro.
De acordo com informações a que o Tribuna da Kianda teve acesso, dos 850 exemplares impressos nesta primeira edição, 500 estão disponíveis em Luanda e 350 nas livrarias portuguesas. O livro que é constituído por 128 páginas, foi comercializado a três mil kwanzas, no dia do lançamento.
O livro “Psicólogos, porquê e para quê?” resulta, na maioria, da coluna Psicologia & Você, publicada pelo Semanário Folha 8, e do Portal de Psicólogos de Portugal. A coluna tem levado aos jovens um raciocínio mais lógico sobre os fenómenos sociais, sobretudo os ligados à psicologia, devido ao consistente nível de conhecimento que o autor, Nvunda Tonet, tem aparentado possuir neste ramo do saber.
A obra apresenta considerações pertinentes, algumas delas inovadoras, sobre problemas ligados ao sexo, às drogas, às emoções, ao sofrimento, ao desespero e à vontade de ser feliz.
Este livro é, na visão de muitos, um verdadeiro exemplo de investigação, de seriedade e de preocupação com aquilo que chamamos de “bem comum”, devido ao seu objecto social.
O ensaísta João Papelo explica que “perspicaz nas análises e selectivo nos temas”, o jovem escritor “transcorre, algumas vezes, em torno de fenómenos de fórum patológico como a angústia, a depressão, a tristeza, o suicídio, o aborto e os factores subjacentes. Outras vezes, explora a crise nas relações humanas da sociedade moderna, à luz da ciência que estuda a psique humana”.


Para a professora de Psicologia Jurídica da Universidade Federal da Paraíba, Brasil, Juliana Toledo Rocha, Nvunda Tonet escolheu relevantes temáticas que recheiam o seu trabalho, as quais são de interesse tanto da ciência psicológica, como de todas as Ciências Humanas e Sociais.
Juliana Toledo Rocha defende que “é importante que desmistifiquemos alguns temas que parecem ser “tratados” apenas nas quatro paredes de um consultório de psicologia”.
Acrescentou de seguida que “o livro "Psicólogos, porquê e para quê" traz possibilidades de novas perspectivas, de um diálogo mais franco, aberto a reflexões e à crítica de temas muitas vezes negligenciados e encarados como ilícitos por uma sociedade hipócrita e repressora. Com uma linguagem extremamente acessível, o livro consegue transmitir de forma clara a importância prática da psicologia em intersecção com questões intra e interpessoais”.
Nvunda Will Sérgio Tonet é licenciado em Psicologia Clínica pela Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto e mestrando em Novas Tecnologias Aplicadas à Educação pelo Instituto Universitário de Posgrado (Madrid Reino de Espanha).
Ex-docente da Universidade Lusíada de Angola (cadeira de Dependência Química), é actualmente professor das cadeiras de Métodos de Observação em Psicologia Clínica e Psicologia Clínica Hospitalar na Universidade Óscar Ribas e psicólogo clínico no Hospital Psiquiátrico de Luanda. Além disso, colabora no Portal de Psicólogos de Portugal e exerce o cargo de editor de Cultura no Semanário Folha8, onde assina a coluna Psicologia & Você.
Enquanto activista cívico, Nvunda Tonet, entre muitas actividades de militância nessa área e diversas participações na vida social do seu país, coordenou, em 2007, um programa na Rádio Luanda sobre Educação Cívica para a Juventude. Organizou, a 13 de Outubro de 2009, o primeiro Workshop de Saúde Mental “Conhece-te a ti mesmo”.
Por outro lado, diplomou-se em Psicoterapia Sexual pelo Instituto Paulista de Sexualidade (São Paulo – Brasil), em 2010. Tem preferência pela saúde mental e por temas da sexualidade, assuntos largamente abordados neste livro de estreia.
Sobre o assunto, o escritor António Setas conta, ao fazer a apresentação do autor da obra “Psicólogos, porquê e para quê”, que uma vez perguntou ao autor “para quê os psicólogos?” E Nvunda respondeu: “Qualquer um de nós, a determinada altura da vida, pode sentir que, por si só, não é capaz de gerir a sua própria vida emocional e que necessita de ajuda especializada para se superar”.

Os angolanos do futuro, na óptica de José Gama

Por considerar bastante perminente a analise que o activista cívico José Gama faz sobre as proximas gerações de angolanos, apesar de não ser amanter de futurologia, achei por bem retirar alguns eztratos do artigo que foi publicado na edição do dia 12 do Novo Jornal. Um dia depois das comemorações do 35 anos da nossa independência.
“A previsão que faço é que ao seguirmos o caminhado distanciado daquilo que Robert Dahl sugere acrescido ao focos entre ricos e pobres, Angola passa a ter fortes indicadores de que nos próximos 30 anos, as nossas instituições podem ser tornar frágeis a agressões. Teremos nos próximos 30 anos uma nova geração de políticos que vão herdar o país da presente “geração da independência.
Teremos nos próximos anos uma geração de generais distanciados dos actuais que tem poder econômico proveniente das circunstancia do presente. Esta geração dos “generais do futuro” poderão ser generais pobres. Estes poderão ser violentos com os herdeiros políticos de hoje ao sentirem, Angola a ser levada para um rumo de difícil identificação, caso os futuros políticos optem por fazer do presente cenário, o seu legado”.
A “geração da independência” do MPLA não esta a educar politicamente os seus discípulos. Os jovens estão dentro do MPLA mas não estão dentro das políticas do MPLA. Os jovens aderem ao “partido” para ter dinheiro, ter casa, carro e etc. Entram para fins matérias e não ideológico. Não existe sentimento patriótico nesta geração de futuros dirigentes. Os jovens se tornaram individualistas. O individualismo é o oposto do patriotismo. Quem não é patriota não pode cuidar do país!”.

Aberto Prémio Nacional de Jornalismo 2010

O presidente do concurso Prémio Nacional de Jornalismo, edição 2010, Brito Júnior, declarou esta semana que agora finda, em Luanda, aberta a 3ª edição do certame, apelando, deste modo a participação activa dos profissionais.
De acordo com Brito Júnior, que falava à Angop, a propósito da abertura, os concorrentes poderão entregar trabalhos emitidos desde Maio do ano transacto até a presente data.
Nesta ordem, frisou que as obras poderão ser entregues no Centro de Formação de Jornalismo (Cefojor) em Luanda, e, nas demais províncias nas direcções da Comunicação Social.
Segundo disse, a cerimónia de premiação será no dia 17 de Dezembro e terá ainda como membros do corpo do jurado Paula Simons, Antónia Pacavira, Luandino Carvalho e Albino Carlos.

Regulamento do Prémio Nacional de Jornalismo


Artigo 1º

(Objectivo)

O Prémio Nacional de Jornalismo tem por objectivo incentivar e distinguir a criatividade e a investigação jornalísticas, bem como promover a qualidade e o mérito no exercício da profissão.

Artigo 2º

(Âmbito)

Têm direito ao prémio os Jornalistas Angolanos quer trabalhem no interior ou no exterior do País e que o seu trabalho seja divulgado internamente.

Artigo 3º

(Temas)

O prémio abrange as seguintes modalidades e géneros Jornalísticos:

1- Imprensa:

a) Reportagem b) Crónica c) Textos de análise (comentários, artigos e editoriais)d) “Dossier”e) Entrevista f) Cartoon

2- Rádio:

a) Reportagem b) Crónica c) Programa (cultural, económico, social, político, desportivo, musical ou internacional) d) “Dossier” e) Entrevista

3- Televisão:

a) Reportagem b) Crónica c) Imagem d) Programa (cultural, económico, social, político, desportivo, musical ou internacional).e) “Dossier”f) Entrevista

4- Foto-Jornalismo
a) Reportagem b) Foto singular c) Álbum

Artigo 4º

(Periodicidade)

O prémio tem periodicidade anual e é outorgado pelo Chefe do Governo, por ocasião das comemorações do dia 3 de Maio, dia da Liberdade de Imprensa.
Artigo 5º

(Publicidade)

1. As matérias submetidas ao júri por cada um dos concorrentes devem ter chegado a conhecimento do público pelos órgãos de Comunicação Social e outros, no período compreendido entre 1 de Junho do ano da edição a 1 de Março do ano da premiação.
2. Os órgãos locais, associações e personalidades, podem propor ao júri matérias de jornalistas que, no seu entender, mereçam concorrer ao prémio.

Artigo 6º

(Laureados)

1. O prémio é outorgado exclusivamente a cidadãos angolanos, a título individual ou colectivo.
2. Nas modalidades em que intervenham mais do que um elemento, o júri deve atribuir o prémio ao grupo, sendo o montante a atribuir, repartido por igual, a todos os participantes do trabalho objecto de premiação.
3. Ao vencedor em mais do que uma modalidade é-lhe atribuído um trofeu.
4. Excepcionalmente o prémio pode ser outorgado a um jornalista, pelo conjunto de matérias divulgadas ao longo da carreira.

Artigo 7º

(Atribuição a título póstumo)

O prémio pode ser atribuído a título póstumo.

Artigo 8º


(Composição do júri)

1. O júri do prémio é constituído por cinco personalidades de reconhecido mérito e idoneidade, convidadas pelo Ministério da Comunicação Social, sendo o presidente do júri escolhido entre si, numa primeira e única reunião.
2. Todo o membro do júri tem o dever de se pronunciar e votar sobre a atribuição do prémio em todas as modalidades que o integram.
3. Sempre que a complexidade ou natureza das matérias assim o exija o júri pode recorrer a especialistas.
4. Os membros do júri exercem o seu mandato por um período de um ano, renovável uma única vez, ou em mais de uma vez quando interpolados.

Artigo 9º

(Calendarização)

Os membros do júri devem trabalhar ao longo do ano, de acordo com um calendário por eles estabelecido.

Artigo 10º

(Deliberação)

1. A deliberação do júri é efectuada impreterivelmente até ao dia 15 de Abril de cada ano, sendo apresentado um relatório para anúncio dos resultados.
2. A deliberação do júri é o resultado de um acto discricionário, que atende as características técnicas da avaliação.

Artigo 11º

(Recurso)

Das decisões do júri não cabe recurso.

Artigo 12º

(Impedimento)
Durante o exercício do seu mandato, os membros do júri não podem ser laureados com o prémio.

Artigo 13º

(Anúncio)

Os vencedores do prémio são anunciados em conferência de imprensa, que tem lugar até ao dia 24 de Abril, sendo esta presidida pela ministra da Comunicação Social.
Em caso de impedimento da ministra da Comunicação Social, a cerimónia é presidida por quem este delegar.

Artigo 14º

(Entrega do prémio)

1. O prémio é entregue pelo Chefe do Governo ou seu representante e a cerimónia de outorga é enquadrada no programa das festividades do dia da liberdade de imprensa.
2. O prémio é pessoal e intransmissível.
3. O prémio só pode ser entregue a terceiros mediante procuração.