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sexta-feira, 16 de março de 2012

Deserção em massa na UNITA


Colectiva, da direita para a esquerda, Leonel Gomes, Odeth Ludovina, Carlos Morgado, Jaime Xavier e Joaquim Muafumba.

Apesar de o porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, terem se recusado a assumir publicamente que a saída de Abel Chivucuvuco daquela formação política “arrastaria” poderá contribuir para o seu fracasso nas próximas eleições, a realidade está a mostrar o contrário. Como prova disso, o Tribuna da Kianda publica na íntegra a declaração e fotografias de um grupo militantes que decidiu trocar o Galo Negro pela Convergência Ampla para a Salvação de Angola (CASA), partido de Abel Chivucuvuco.


DECLARAÇÃO

Foi o sentimento do dever para com a nossa querida Pátria, Angola, que impeliu muitos de nós a abraçar a luta anticolonial. O mesmo sentimento impeliu-nos posteriormente a participar da luta pela Democracia empreendida pela UNITA e pelo Dr. Jonas Malheiro Savimbi depois de instituído o Estado Totalitário em 1975.

Foi em nome da luta pela instauração do Estado plural na nossa Terra, que dedicamos toda a nossa energia e juventude, com vista à instauração do Estado Democrático de Direito em Angola, luta na qual vimos partir milhares de companheiros, irmãos e amigos (insignes filhos desta Pátria querida), para que pudéssemos ser os sobreviventes da nobre causa de realizar Angola e os angolanos. Nessa luta caminhamos com a certeza de um porvir melhor, imbuídos da doutrina segundo a qual, 1º o Angolano, 2º o Angolano, 3º o Angolano… o Angolano sempre!

Foi em nome da edificação de um verdadeiro Estado Democrático de Direito que outros tantos de entre nós abraçaram a causa da UNITA a partir de 1991.

Acreditávamos então que, mau grado a morte do líder fundador, o calar das armas pudesse criar um quadro, onde as sinergias dos dirigentes dessa que já foi uma grande organização política, fossem utilizadas para a satisfação das mais ingentes necessidades da população, tais como a liberdade arrancada com suor sangue e lágrimas ao jugo colonial Português, mas ainda adiada desde a proclamação da independência.
Foi pela construção de um Estado plural que todos nós continuamos a militar na UNITA, em busca, da sua transformação numa oposição forte e actuante, enquanto entidade indispensável para o exercício da Democracia num Estado de Direito. (Momento da leitura da declaração de cessação de militância, por Odeth Ludovina, antiga presidente da LIMA, braço femenino da UNITA).

Tendo constatado um adiar permanente desse nobre desiderato, nós, os abaixo assinados vimos anunciar aos Angolanos e ao Mundo, a cessação da nossa militância à UNITA a partir de hoje, dia 15 de Março de 2012.

Ao mesmo tempo, respondendo à nossa vocação política, propomo-nos a prosseguir os nobres ideais da Democracia, da Justiça Social, da Valorização e Dignificação de Angola e dos angolanos, através do nosso engajamento total na CASA – Convergência Ampla para a Salvação de Angola que auguramos venha a ser a nossa CASA comum, onde todos e cada um se sintam verdadeiramente realizados, porque partícipes e construtores desta nova Angola que todos desejamos.

Nosso apelo vai a todas as mulheres e homens de boa vontade, à juventude força motriz do nosso país, aos desmobilizados e antigos combatentes e veteranos da Pátria pelo seu inegável e insubstituível papel na luta pela liberdade e independência de Angola, aos empresários, aos funcionários públicos, às zungueiras, às kinguilas, aos desempregados, aos excluídos, enfim, convidamos todas as foças vivas da nação a entrar na “CASA” – a nossa casa Comum, num amplo movimento de cidadania activo e inclusivo para melhor servimos Angola, na busca da plena realização das angolanas e angolanos.
Esta é a hora!
A hora é nossa!
Mãos à obra, para dizer basta!
Que Deus nos abençoe e abençoe a nossa Pátria!










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