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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Fé e Medicina juntas

Questionado se é possível que alguém que a ciência comprovou a esterilidade consiga engravidar através da oração, o psicoterapeuta sexual do Hospital Psiquiátrico de Luanda Nvunda Tonet considera que a fé é importante em qualquer tratamento médico, mas não se deve confundir a crença em determinada seita religiosa com a resolução de um problema físico ou fisiológico.
“Existem actualmente vários tratamentos para fertilização e neste momento em Angola o ante-projecto está a ser debatido no sentido da legislação permitir que as mulheres que apresentem dificuldades em engravidar possam ser submetidas a tratamento médico no país”, declarou. O psicólogo acredita que a aderência que se regista na Igreja da Cura Divina tem a ver fundamentalmente com o desespero humano e a frustração diante da opção de vida. Considera que o ser humano diante do desespero muitas vezes perde o poder de raciocínio, de análise e síntese e passa a acreditar naquilo que a sua vontade precisa ou acredita ser fundamental nos seus objectivos de vida. “As religiões devem pautar-se por aquilo que estão vocacionadas: a fé”, precisou.
No que toca à impotência sexual, o também professor universitário explicou que existem vários motivos que podem determinar a impotência sexual e a infertilidade. Um deles pode ser o consumo excessivo de substâncias psicoactivas: álcool, drogas, anfetaminas, entre outros. “O outro factor preponderante são os problemas médicos ou complicações derivadas delas, como é o caso de um indivíduo após um Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como problemas circulatórios, neurológicos ou doenças degenerativas e muito frequentemente problemas emocionais”.
Nvunda Tonet explicou que o mecanismo de erecção, assim como qualquer outra resposta sexual, torna-se sensível quando exposto a tensão. “Infelizmente, na nossa cultura, tende a confundir-se o medo, vergonha e culpa com sexo, atrapalhando os momentos em que deveria predominar a entrega, amor e o prazer”, frisou.
O autor do livro “Psicólogos, porquê e para quê?” apela a todos os indivíduos com problemas que procurem ajuda profissional por ser a forma mais adequada, visto que se evita a perda de tempo e não se corre o risco de perpetuar a dificuldade.

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