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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Centro de Saúde do Asa Branca está a ruir

As salas onde funcionam os departamentos de Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e de Pediatria do centro de saúde do Asa Branca, no município do Cazenga, foram encerradas porque as suas paredes correm o risco eminente de desabarem a qualquer momento. Os técnicos que trabalhavam nestas secções montaram, provisoriamente, os equipamentos na sala de reuniões e numa área que tinha outra finalidade para poderem atender os pacientes que diariamente acorrem a esta unidade sanitária.
Segundo um dos funcionários deste centro, para além das áreas acima mencionadas, a outra que necessita de uma intervenção urgente é a sala onde está instalada o escritório do administrador adjunto porque o tecto falso pode cair a qualquer momento.
“Ele sabe que aquilo pode lhe cair na cabeça, mas como o nosso centro é pequeno e não há uma outra área onde ele pode guardar os documentos e se acomodar, não vê outra situação senão permanecer ali”, frisou.
Circular pelos corredores do centro tornou-se numa aventura arriscada não só para o pessoa técnico como para os pacientes porque as paredes estão, na sua maioria, com fissuras. Os funcionários dizem que foram informados pelo administrador municipal do Cazenga, Victor Narciso, aquando da visita do presidente da UNITA ao do centro, que seriam transferidos para o novo hospital que está a ser erguido por detrás do mercado do Asa Branca e para o hospital dos Cajueiros, após a conclusão das obras de ampliação. “Este centro foi inicialmente construído pelos Médicos Sem Fronteiras como um pavilhão para acolher os pacientes de Diarreicas Agudas, só que depois de eles concluírem com a sua missão o Governo mandou fazer algumas repartições e elevaram-no a esta categoria”, explicou.

Duas visitas e nenhuma mudança
Apesar de os profissionais deste centro terem recebidos dois “ilustres” visitantes em Abril último, nomeadamente, o presidente do maior partido da oposição de Angola, Isaías Samakuva, e a secretária da Presidência da República para os Assuntos Sociais, Rosa Pacavira, as coisas continuam impávidas.
As visitas ocorreram de forma separada e numa altura em que aquela unidade hospitalar se encontrava inundada com as águas das fortes enxurradas que assolaram a capital do país. Na ocasião, os trabalhadores que estavam paralisados ficaram esperançosos que as autoridades governamentais acatassem o apelo feito pelo Isaías Samakuva, a seu favor.
Já a deslocação efectuada por Rosa Pacavira enquadrou-se no Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza, monitorizado pela Casa Civil da Presidência da República, e visou constatar as dificuldades que enfrenta a população do município.

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