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terça-feira, 8 de junho de 2010

Preços dos móveis deixam jovens em apuros (2)


Todos os gostos e bolsos

Na Avenida Pedro de Castro VanDúnem “Loy”” encontramos mais de dez lojas de venda de mobiliários para casa, escritório e electrodoméstico. Para despertar a clientela, os gestores dos estabelecimentos comerciais com produtos direccionados a um público mais exigente, optaram por criar as suas próprias políticas de marketing que passam pela distribuição de panfletos publicitários a anúncios feito nas janelas, com frase como: “Promoção”, “Grande Promoção” ou ainda “promoção com 20% de desconto”.
Na loja Lecíco, os produtos estão a ser comercializado a preços promocionais desde que abriu as portas em Dezembro último.
De acordo com gestor deste estabelecimento, Jadson da Silva antes de abrir o estabelecimento fizeram um estudo promocional que lhe permitiu entrar no mercado.
“Para além da nossa promoção fornecer ao público produtos de boa qualidade a baixo preço, os nossos clientes recebem ainda a montagem e o transporte de graça. Nos casos dos geradores garantimos também a manutenção durante um certo tempo”, detalhou.
Segundo o nosso interlocutor, o preço dos móveis varia em função do tipo de material utilizado, mas a diferença do valor dos produtos semelhantes não ultrapassam os 600 dólares.
Caso o cliente queira uma sala de jantar completa (com aparador e cristaleira), dependendo do tipo e da quantidade de cadeiras poderá desembolsar de 4.500 dólares a 7500 dólares.
Jadson da Silva revelou que os produtos comercializados na sua loja são de oriundo de Espanha, Portugal e Turquia por serem países que trabalham mais com madeira e cabedal.
O preço dos jogos de cadeirões de cabedal começam a partir de 2300 dólares e o mais alto é 4300 dólares.
Na secção de jogos de quartos, o visitante é surpreendido com uma diversidade de produtos desde os clássicos aos mais modernos.
“A diferença que existe entre nós e os nossos concorrentes consiste principalmente no facto de vendermos as coisas em conjunto, enquanto eles vendem em separados. Um jogo de quarto completo (constituído cama kissai em madeira, duas bancas, cómoda com espelho, base de TV plasma e guarda-fato de seis portas) está entre 4500 e 5000 dólares”, detalhou.
Acrescentando de seguida que “dentro deste valor existe ainda uma política de desconto que pode ser feito em função da quantidade e do tipo de material que o cliente quiser”.
Já na loja Mãe de Todos são comercializados materiais provenientes do Brasil a um preço mais acessível, mas em contra partida caberá ao cliente pagar pelo transporte, pela montagem sem nenhuma garantia.
Os produtos são comercializados em separados e para ter uma sala de jantar completa com mesa de seis cadeiras, 48 mil Kwanzas, 23 mil pelo canto bar e valor da estante vária de 24 mil a 54 mil Kwanzas. A cama de casal de ferro custa 22000 Kwanzas e o preço da cama de madeira varia de 44 a 57 mil Kwanzas.
A gerente da Casa Inahara 4, que tornou-se numa das mais conhecidas do nosso mercado devido a publicidade que faz em diversos canais radiofónicos, recusou-se a prestar qualquer tipo de informações à equipa de reportagem do Tribuna da Kianda de uma forma pouco afável. “Não estamos interessadas em prestar qualquer informação à vossa empresa”, disparou de imediato.

Intermediários facturam
Os jovens que exibem os catálogos na Avenida dos Combatentes, defronte às lojas de mobiliários, revelaram à nossa equipa de reportagem que trabalham apenas como intermediários de lojas que estão localizadas fora daquele perímetro. “Os materiais que publicitamos são semelhantes aos comercializados nessas lojas. As pessoas que se mostram interessados são encaminhadas para as lojas e abordam o preço com o gerente que por sua vez nos dá uma comissão”, explicou um dos comerciantes que optou pelo anonimato.
As lojas que os jovens da Avenida dos Combatentes publicitam, estão localizadas na rua Gil de Liberdade e a outra está localizada por detrás da antiga Feira Ngoma.
Para além destes locais, o nosso interlocutor garantiu ainda que caso de o cliente estiver interessado pode levá-los para um outro local onde os preços são muito mais acessíveis.
Caso o cliente não tiver disponibilidade para pagar a pronto, os intermediários vendem o material a crédito no prazo de um mês.

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