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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Caso Nova Vida: Sociólogo aponta causas e Polícia pede calma

O sociólogo Afonso Francisco considera que entre as varias situações que podem estar na origem do assassinato destacam-se os factores económicos e de infidelidade conjugal.
“Há pessoas que por mais dinheiro que têm não prestam assistência financeira aos seus filhos e, por outro lado, a infidelidade pode provocar uma reacção inesperada à mulher que pode leva-la a praticar tamanha barbárie”, explicou o sociólogo, acrescentando que dou “a minha opinião baseando-se em suposições porque não existem muitas informações credíveis à volta do assunto”.
O nosso interlocutor explicou também que uma acção deste género depende muito do tipo de convivência que há entre o casal, mas pensa que existem casais que vivem em perfeita harmonia, mas “que por uma simples coisa um dos dois acaba por cometer um homicídio sem ter premeditado”.
Afonso Francisco disse ainda que o facto de ambos pertencerem à classe média não é suficiente para descartar a possibilidade do crime ter sido originado por causa disso.
“Existem muitas situações que podem estar na base deste incidente e para se fazer a análise sociológica da situação é necessário descrever a convivência que existiam entre o casal e os factores socioeconómicos”, acrescentou.
No entender do sociólogo, se os filhos assistiram à carnificina poderão ter problemas psicológicos no futuro, visto que a mente das crianças é virgem e regista tudo aquilo que ela vê, que lhe transmitem e que lhes ocultam. Eles poderão ter um trauma que só poderá ser curado com a ajuda de um especialista.
O porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, superintendente chefe Jorge Bengue, disse a este jornal que o jovem terá sido assassinado por volta das 3 horas e 30 minutos e os efectivos da Esquadra do Nova Vida só tomaram conhecimento da ocorrência através de um telefonema efectuado pela senhora Beatriz da Conceição, mãe da acusada, às oito horas e 30 minutos.
Quando os efectivos da polícia chegaram no local, encontraram o corpo da vítima deitado no chão trajado de camisola e calção de noite.
“Pedimos às duas famílias para não se gladiarem entre si porque as investigações estão em curso para se apurar o que realmente aconteceu. O mesmo pedido é extensivo aos órgãos de comunicação social para não interferirem no processo”, rematou o porta-voz do Comando de Luanda.

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