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segunda-feira, 29 de março de 2010

Caso Frescura: mulher do malogrado em penúria

A adolescente Joana Alberto José (na foto), de 18 anos, esposa do malogrado Jhonsom Van-dúnem, assistiu a audiência com o seu filho de apenas um ano ao colo. No momento em que o juiz Salomão Filipe decretou a sentença, Joana teve um surto de nervo e foi uma das primeiras pessoas a sair da sala manifestando-se contra a sentença aplicada as pessoas que tiraram a vida do seu amado.
“Isso é injusto, 24 anos é pouco porque eles devem permanecer por mais tempo da cadeia para pagaram por tudo aquilo que fizeram”, disparou a adolescente que saiu da sala de audiência aos prantos.
Passado alguns minutos, Joana José ainda encontrava-se a chorar e despertando os olhares mais atentos, que no meio daquela confusão procuravam alguém que tinha uma alguma relação com os protagonista desta acção (familiares das vítimas ou dos condenados).
A adolescente estava sentada na sala de espera a embalando o seu filho, trajada apenas de calção devido ao calor que faziam na altura, em companhia do seu primo Danilson da Silva que se predispôs em segura-lo enquanto ela lutava no meio da multidão para entrar na sala de audiência.
“Não tenho nenhum apoio para criar o nosso filho. Na altura em que namorávamos quem trabalhava era o Jhonsom e desde que lhe mataram temos enfrentado inúmeras dificuldades, por isso peço apenas ao Estado que me ajuda”, apelou a cidadã que não conseguia conter as lágrimas que insistiam em escorregar pelo seu rosto.
Neste momento, a adolescente conta apenas com a ajuda dos seus progenitores para cuidar do filho, visto que os familiares do seu falecido esposo deixaram-na entregue a sua sorte. “Não concordo com a sentença, porque por aquilo que eles fizeram devia ficar pelo menos 48 anos a ver o sol nascer quadrado, tendo em conta que 24 anos e isso pouco para um crime desta natureza”, frisou.Vendo que a sua parente não estava em condições de falar por muito tempo com a imprensa, Danilson da Silva, manifestou-se preocupado simplesmente em saber quando é que o Ministério do Interior vai entregar os valores monetários orientados pelo tribunal, de forma a pôr fim aos dias de penúria da sua prima.

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