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segunda-feira, 29 de março de 2010

Caso Frescura: luta e ofensas no Tribunal

Na saída da audiência, os familiares dos réus e das vítimas agarraram-se no coralino prestes a partirem para a luta. Os parentes do jovem que morrera, insatisfeitos com a sentença, não hesitavam em xingar os condenados dizendo que são marginais, que o seu lugar era na cadeia e que deviam também ser morto.
“Micha e Tchutchu vocês são assassinos e pagarão muito caro por aquilo que fizeram. Não pensem, que isso vai ficar apenas pelos 24 anos de cadeia ira muito longe”, desabafou o parente de um dos familiares despertando o furor que existia por dentro dos parentes de um dos réus, que atiraram-se por cima dela.
Os ânimos das senhoras estava tão exaltados que os senhores Francisco Cruz (irmão de Elquias) e Elias Borges (tio do malogrado Mano Velho tiveram que intervir). Depois de descerem as escadas que dão acesso a sala de audiência. O confronto contínuo no salão principal na presença dos agentes da Polícia Nacional que fazem o serviço de recepcionista do Tribunal.
“Marginal é o teu filho que tirava o sossego dos moradores do Sambizanga. Todos os moradores do Cazenga sabem que o meu irmão é inocente, que é um polícia exemplar e que tudo isso não passa de uma calúnia”, defendeu um outro familiar.
Madalena Pedro, irmã do réu Simão Pedro, juntou-se as pessoas que manifestavam-se contra a sentença ditada pelo juiz Salomão Filipe, protestando no interior da sala que não concordava com a pena e que iriam recorrer por se tratar de uma tremenda injustiça. A jovem que estava eufórica, desabafou que “estão a condenar injustamente o meu irmão por algo que ele não cometeu, isso não se faz”.

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