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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reportagem: Luanda no outro ângulo (III)

Risco na compra de terreno
A onda de demolições de residências do tipo definitiva nos bairros do Iraque e Bagdad, no município do Kilamba Kiaxi, também mereceram a apreciação dos participantes que questionaram ao director do IPGUL, Hélder José, como é possível o GPL mandar demolir milhares de casas cujos terrenos foram adquiridos nas mãos dos funcionários da administração municipal.
O mais alto responsável do IPGUL disse que as pessoas não devem comprar parcelas de terrenos a particulares que não exibam documentação credível, camponeses, autoridades tradicionais, coordenadores de bairro e membros de igrejas por não serem as pessoas habilitadas a praticarem tal acto.
Segundo Hélder José, o croqui de localização, a solicitação feita ao governo da província e a senha de recepção do documento nas administrações municipais não devem ser usados como prova de titularidade de terreno.
O arquitecto que falava durante a apresentação do tema “Ocupações anárquicas de terrenos”, disse que as ocupações estão a ser desenvolvidas de tal forma desorientada que nem os terraços dos edifícios altos foram poupados e que à cidade universitária estaria totalmente invadida se não fosse a vedação. “Se a tendência for o surgimento de bairros com forma labiríntica será muito difícil o surgimento de infra-estruturas sociais”.
Por seu turno, o engenheiro Manuel Van-dúnem, na dissertação do tema “novas Urbanizações”, fez uma breve apresentação dos projectos habitacionais em curso na cidade de Luanda, com maior destaque para as seis torres que serão erguidas no bairro Zango e outras residências no Quilómetro 44, em Viana, bem como nos municípios de Cacuaco e do Kilamba Kiaxi.
O projecto das torres no Zango não obteve o parecer favorável dos participantes pelo facto de os mesmo considerarem que as obras efectuadas naquela parcela da cidade, serem feitas as pressas por não beneficiarem de uma rede saneamento básico bem como outras infra-estruturas sociais.

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