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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reportagem: Luanda no outro ângulo (II)

Luanda sem infra-estruturas básica

O coordenador adjunto para a área produtiva do Governo Provincial de Luanda, Antas Miguel, revelou que a actual capacidade de abastecimento de água potável na capital é de 433 mil e 200 metros cúbicos por dia, o que permite simplesmente o fornecimento a cerca de 3,5 milhões de pessoas no meio dos oito milhões de habitantes existente actualmente.
Antas Miguel forneceu tais informações ao responder as questões feitas pelos participantes após ter apresentado na conferência os “Planos estruturantes da província de Luanda”.
O estado obsoleto do sistema de esgoto e a forma como os chineses estão a construir a vala de drenagem do Senado da Camara, foram algumas das principais preocupações apresentadas pelos conferencistas. Na esperança de responder tais inquietações, Antas Miguel explicou que existe uma enorme necessidade de se construir novos sistemas de esgotos e drenagem, visto que a capital regista actualmente um crescimento rápido, desordenado, infra-estruturas degradadas e subdimensionadas.
“O actual estado da capital do país obriga a um natural investimento tanto no sector público como no privado nas suas macro e micro infra-estruturas de redes técnicas, no imobiliário, no comércio, na indústria e turismo, bem como liga-la às demais províncias do país”, frisou.
Quanto a falta de um canal de desaguamento dos resíduos sólidos produzidos pelos moradores de Viana, o técnico do GPL disse que àquele município foi construído sem uma rede de esgoto e que com a construção de novas infra-estrutura, como os caminhos-de-ferro, o governo e os seus parceiros devem incluir essa preocupação nas suas prioridades.
No seu entender, este cenário só pode ser gerido e equacionado com a existência de instrumentos regulamentares reitores do desenvolvimento territorial e infra-estrutural, capazes de sustentar a perspectiva de crescimento ordenado da cidade.
Para responder as preocupações apresentadas sobre o fornecimento de energia eléctrica à cidade, Bento Soito convidou o vice-ministro da Energia, João Baptista Borges que explicou que regista-se actualmente um défice face aos baixos níveis de produção e transporte de electricidade, comparados com a demanda actual.
“Esta situação poderá ser alterada em 2011 e 2012 com a entrada em funcionamento de novas estações de barragens, bem como a manutenção dos materiais de transporte de electricidade que se encontram em estados obsoletos”.
Na esperança de diminuir a carência de electricidade em algumas artérias da cidade o Governo está a construir e montar subestações térmicas em alguns municípios.

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