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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Reportagem: Luanda no outro ângulo (IV)


Programa de Realojamento à lupa

O Governo prevê construir 30 escolas primárias, cinco secundárias, 30 clínicas ou postos médicos, um hospital regional, nove centros comerciais e 22 centros de localidades, na comuna do Zango, para suprir a necessidade das mais 160.000 pessoas que habitarão àquela zona. Esta informação consta no relatório do Programa de Realojamento da População (PRP), enviado pelo Gabinete de Obras Especiais (GOE) a organização da conferência.
No documento que Tribuna da Kianda teve acesso, consta que o programa habitacional do Zango está a tornar dimensões de pequenas cidades, comportando actualmente mais de 8.300 casas construídas para 58.100 pessoas, vários equipamentos sociais construídos, entre os quais sete escolas do primeiro nível, um centro de formação, um Instituto Médio de Gestão, um centro cultural, um postos e um centro de saúde, dois supermercados, quatro agências bancárias, um campo polidesportivo e centro integrado de atendimento comunitário
“Almeja-se no futuro a continuação da construção de mais de 20.000 unidades residenciais melhoradas e respectivas infra-estruturas na área do Zango, para o contínuo apoio ao aumento da oferta de habitação de custos controlados”, lê-se no documento.
O PRP procedeu na sua primeira etapa, entre 2002 e 2003, a elaboração de um projecto compreendendo planos urbanísticos e detalhes construtivos das casas para abrigar cerca de 3000 famílias na área de Viana.
“Foi também construído, ao abrigo do Projecto águas de Luanda, uma rede básica de abastecimento de água, fontanários e uma rede de iluminação pública incluindo uma subestação nova e uma linha de 60 kilowets para atender as populações alojadas”.
Em Janeiro de 2005 foi dado o início da segunda etapa visando a construção, até o final do mesmo ano, de 3000 unidades (1500 casas geminadas). Com o início desta fase, ficou imperativo preparar um plano director ao programa com o intuito de organizar o desenvolvimento do projecto.
O documento que vimo citando revela ainda que as casas, do tipo T3, é construída numa área de 60m2, lotes 325 m2 (incluindo área para a construção de anexos), paredes em alvenaria de blocos de cimento, instalações hido-sanitárias e eléctricas, tecto falso, cobertura de chapa e pintura exterior e interior.

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